Magister – “The Art Of Changes” (2017)
Dunna Records
#HeavyMetal, #ProgressiveRock
Nota: 10
Em 2002, o Magister gravou “ The Art Of Changes”, mas infelizmente ficou guardado a sete chaves em um canto escondido de tudo e todos. Sim, após quinze anos a banda lança de forma oficial o seu segundo álbum.
A banda começou a sua história no longínquo ano de 1998, tendo lançando o primeiro disco, “The Magister”, em 2000 e suas influências musicais vão do Heavy Tradicional europeu, passando pelo Rock Progressivo e trazendo uma grande variedade ao ouvinte e por quê não dizer, mostrando a ‘arte da mudança’.
O que se nota da primeira faixa “ The Endless Path” até a última “Salvation Song”, é a presença de um certo mistério que você nunca terá a certa noção do caminho que a banda tomará no minuto seguinte, elevando e muito o prazer na audição do álbum. Logo após um riff beirando ao Thrash alemão, podemos ter uma linha calma e melódica sem mais nem menos, ou até mesmo linhas que remetem ao Rush, Pink Floyd, King Crimson e outros, tamanha a veia do experimentalismo que os músicos se propuseram a fazer na época da gravação. Sim, é um álbum que merece ser degustado várias vezes onde a sacada é prestarmos atenção nos detalhes e não nos apegarmos há rótulos ou vertentes.
Tudo aqui se completa e se encaixa, desde a capa até o título do álbum. Ouça “Getaway” por exemplo, e nela temos um início com riffs na escola germânica, dedilhados com efeitos de voz e na sequência a porrada come solta. É algo simplesmente único, brilhante e te dá uma certa noção da “loucura” musical apresentada.
Corra atrás do álbum, está disponível em TODAS as plataformas digitais e em breve será lançado na versão física. Não tenha medo de entrar nesta surpreendente obra e por favor, NÃO ESCUTE UMA ÚNICA VEZ! “ The Art Of Changes” é aquele disco que merece ser degustado várias e várias vezes.
William Ribas





