
Miracle Flair – “Synchronism” (2020)
Massacre Records
#SymphonicMetal, #SymphonicGothicMetal
Para fãs de Tristania, Kamelot, Delain
Nota: 7,5
Os suíços do Miracle Flair não são muitas coisas: não são uma banda de Symphonic Metal tradicional, com coros ou teclados “presentes”; tampouco são uma banda de Gothic Metal stricto sensu, com melodias tristes, gutural ou algo do tipo. Por fim, o quarteto capitaneado pela vocalista Nicole Hartmann também não tem canto lírico, fazendo do mais novo disco “Synchronism” uma espécie de meio termo, um metal moderno, mas nem tanto, que chama atenção pelo timbre interpretativo de Nicole, mas que passa a sensação de que podia ter arriscado mais.
De cara, “The Untold” e a música que dá título ao disco surgem densas, com melodias urgentes e aquele mid tempo que poderia estar mais para filler de final de tracklist do que para o valioso início do álbum. “What Remains” imprime mais personalidade, começando direto no verso e adicionando uma camada de peso extra nas guitarras. A visão geral é como se o Kamelot decidisse virar gótico. A voz de Nicole funciona bem, não é um timbre maravilhoso, mas ganha na interpretação, em conseguir passar sentimento.
A falta de ousadia fica clara em outro exemplo: todas as músicas possuem entre 4 e 5 minutos, sem grandes reviravoltas. Um aspecto positivo geral é a presença da convenção de palm mute de guitarra sincronizada com o bumbo nos versos, algo retirado do Prog metal e que funciona muito bem em qualquer estilo. Outro destaque é a música “Torture Myself” uma das melhores, com introdução veloz, injetando ânimo no set list um tanto quanto homogêneo.
O resultado é: Miracle Flair vale a audição por um punhado de faixas, mas faltou ousadia, faltou escolher um diferencial, alguma coisa que chamasse mais atenção. Ficar na média, infelizmente (ou felizmente) não levará a banda a nenhum lugar.
Gustavo Maiato





