Municipal Waste – “Electrified Brain” (2022)

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Municipal Waste“Electrified Brain” (2022)
Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#ThrashMetal, #Crossover

Para fãs de: Power Trip, Nuclear Assault, Iron Reagan

 

Nota: 8,0

O Thrash Metal surgiu nos anos 80 na Bay Area e na Europa, e se espalhou rapidamente pelo mundo. No início dos anos 2000, houve um renascimento do Thrash, com muitas bandas jovens prestando homenagem aos grandes nomes do gênero. A maioria dessas novas bandas rapidamente caiu no esquecimento, com apenas algumas se mantendo firmes na cena. Uma dessas bandas é a Municipal Waste, que completou 20 anos no ano passado.

Com um tempo extra que tiveram, a banda conseguiu gravar “Electrified Brain”, um álbum mais estruturado e com dinâmicas diferentes dos discos anteriores. Você não irá encontrar baladas românticas ou passagens progressivas, já que o objetivo da banda é sempre tocar o mais alto e rápido possível, porém a dinâmica realmente existe. A faixa-título começa em uma velocidade máxima e depois cai em um groove que se estende por praticamente toda a canção. Outras músicas têm estruturas de mudança semelhantes.

“Demoralizer” é um dos grandes destaques do disco com harmonias de guitarras duplas, uma avalanche de riffs e vários solos poderosos. Já “Grave Dive” pode se tornar uma das faixas mais divertidas que você irá ouvir em um disco de Thrash Metal com um refrão forte, riffs e mais riffs e com um solo cheio de melodia e pegada, além de um videoclipe cheio de referências a filmes e grandes nomes do Metal. Certamente estará no modo repeat assim que terminar a primeira vez assim como “High Speed Metal” com uma letra forte que inspira o headbanging e os punhos cerrados no ar.

Existem algumas músicas que são relativamente diretas e um tanto repetitivas, mas a duração das músicas é tão curta que não diminui muito o impacto geral. Apenas uma música se estende por três minutos, com a maioria no ponto ideal de 2 a 2,5 minutos.

A banda trabalhou com o produtor Arthur Rizk (Code Orange, Power Trip), e embora não tenha feito algo dramaticamente diferente dos álbuns anteriores, a produção aproveita um pouco da energia ao vivo da banda, mantendo o peso a frente.

Não há grandes surpresas, mas mudanças de ritmo e algumas reviravoltas tornam este álbum tudo menos previsível. É um passeio de foguete de Old School Thrash que se encerra em 34 minutos simplificados. Os últimos anos têm sido estranhos e estressantes, e “Electrified Brain” é um álbum divertido e catártico que você pode ligar e esquecer suas preocupações por um tempo.

Lucas David

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