
Blind Guardian – “The God Machine” (2022)
Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#PowerMetal
Para fãs de: Demons & Wizards, Gamma Ray, Stratovarius
Nota: 10
Depois de mais de 35 anos de estrada, a banda alemã Blind Guardian está mais do que consolidada como um dos maiores ícones do Power Metal mundial. Mais que isso, conseguiu forjar uma identidade única. É o tipo de som que você ouve por segundos e sabe imediatamente de quem se trata, e isso é raríssimo.
Após incursões numa sonoridade mais orquestral, que atingiu extremos em seu último disco de estúdio (“Twilight Orchestra: Legacy of the Dark Lands”, 2019), a banda parece ter olhado um pouco pra suas origens nesse álbum. Aqui temos algo mais direto e visceral, com mais punch e menos floreios. Não dá pra dizer que é um som mais cru porque essa palavra é impossível de se usar em algo feito pelo Blind Guardian.
E a correção de rota parece ter sido certeira. Isso porque o disco, além de ser capaz de agradar quem curte Metal em geral, tem tudo, ABSOLUTAMENTE TUDO que os fãs do Blind Guardian esperam: pegada acelerada, trabalho de guitarras impecável, refrões épicos e em coral (com a inconfundível e poderosa voz de Hansi Kursch), levadas de batera alucinantes, e claro, extrema qualidade e capricho técnico nas composições.
“The God Machine” começa empolgante, com “Deliver Us From Evil” e “Damnation”, em que predominam aquelas levadas aceleradas, caóticas e quase vertiginosas típicas da banda, sem deixar de lado as belas melodias. Na sequência vem “The Secret of the American Gods”. Um pouco mais cadenciada, essa é minha faixa favorita, em razão de seus belíssimos riffs e seu refrão que gruda de primeira. Mais ao final, outra música que se destaca é “Blood of the Elves”, que é bem direta e pesada, rendendo belas batidas de cabeça.
No geral, um disco arrebatador, que beira a perfeição, e que tem tudo pra ganhar um lugar de destaque na excelente discografia dos alemães. Não deixe de ouvir!
Luiz Gustavo Santos









