
Mustasch – “A Final Warning – Chapter One” (2021)
Tritonus Records
#HeavyMetal, #StonerMetal, #HardRock
Para fãs de: Kyuss, Spiritual Beggars, Abdullah
Nota: 8,5
Pouco mais de 20 minutos de ótimos riffs, ótimos refrães, dinâmicas, excelentes arranjos e muito daquele espírito e energia que muito faltam as bandas atuais. Seja Metal, seja Rock — que seja ambos, aqui temos uma banda com personalidade e presença (e que deve ser energia pura nos palcos). Adrenalina, peso, visceralidade, um chute na bunda de certos nomes atuais (as salvações) que, ora vivem de reciclar Black Sabbath e Led Zeppelin e noutras encarnam a apatia dos unpluggeds anos 90.
O Mustasch é uma banda sueca de Heavy/Hard/Stoner Metal que já soma 23 anos de estrada. Sua discografia é composta por diversos lançamentos; EPs, singles, compilações e 10 registros completos. “A Final Warning — Chapter One” é seu mais recente EP e foi lançado em abril pela conterrânea Tritonus Records, também responsavel pelo trabalho anterior, o fabuloso “Killing It For Life”. Na verdade essa é a primeira parte do vindouro novo álbum, intitulado, “A Final Warning”, a segunda parte será lançada em outubro.
A robusta “A Final Warning” faz as honras de abertura com guitarras chamativas, bateria pontual e baixo acentuado. O vocalista e guitarrista Ralf Gyllenhammar é um show a parte, seus vocais são potentes, versáteis, mas não extravagantes e extremamente envolventes. Em certos momentos chega a lembrar os bons tempos de Dexter Holland (The Offspring), entretanto mais encorpados. “Contagious” é mais direta e guiada pelas guitarras e baterias. Claro que com mais ótimo refrão (lembra o que é um show? Então, esse refrão foi feito para ser jogado para uma plateia sedenta por energia, cheirando a suor e cerveja). “Albert Einstein” e “You Are Killing Me” (vídeo sensacional) seguem na mesma toada, não apresentando muitas novidades ou aventuras, porém, suas injeções de energia suprem a falta de inovação. Nada melhor que a simplicidade para contagiar — a eficiência de 3 ou 4 acordes jamais cairá em desuso. “Searching For Long Range Communication” é mais viajada — riffs legais, boas melodias, teclados criando climas e mais um refrão sensacional (a banda caprichou nos mesmos). A última faixa é “To Be Continued” — uma curtíssima e simples balada (só em voz e piano), mas não se engane, como todas as boas baladas ela é pegajosa ao extremo.
Uma pena que uma banda desse nível e com todas essas qualidades não seja mais conhecida e disseminada. Infelizmente o dito público do Rock e do Heavy Metal é preguiçoso e preconceituoso demais para descobrir e ouvir novas bandas (mesmo que elas já tenham um bom tempo de carreira). Dica do Miloch: procurem o canal oficial da banda no YouTube e se deliciem com as lives, inclusive com uma (que foi transmitida pelo Facebook), onde eles pegam um caminhão e saem tocando pelas ruas de Gotemburgo com o público acompanhando. Impagável! Uma banda altamente tóxica (no bom sentido), com muita fibra e atitude.
Fábio Miloch





