Mystic Circle – “Hexenbrand 1486” (2025)

Mystic Circle
Compartilhe

Mystic Circle – “Hexenbrand 1486” (2025)

Reigning Phoenix Music
#BlackMetal #MelodicBlackMetal #SymphonicBlackMetal

Para fãs de: Lord Belial, Old Man’s Child, Dimmu Borgir

Texto por: Lucas David

Nota: 10

Dois anos após o excelente Erzdämon, o Mystic Circle retorna com Hexenbrand 1486, sua nova oferta de Black Metal carregada de melodias, blasfêmias e do espírito do Heavy Metal tradicional. Neste novo registro, a banda mantém a fórmula dos discos anteriores, que funcionou muito bem, mas adiciona ainda mais brutalidade e elementos de terror ao seu Black Metal sinfônico.

O coração da banda continua sendo a dupla Beelzebub (vocal, guitarra, baixo e teclados) e A. Blackwar (vocal, guitarra, bateria e teclados), que reúne, ao longo de 10 faixas, uma avalanche de riffs cortantes, blast beats estrondosos e vocais ásperos e poderosos — combinação que deixa qualquer fã da banda ou do Black Metal mais do que satisfeito.

Abrindo o disco, “Luciferian” aposta em um clima épico, com riffs de guitarra rápidos e cortantes, uma bateria massacrante repleta de viradas e os vocais de Beelzebub soando verdadeiramente maníacos. A parte orquestral já se apresenta no poderoso refrão, acompanhada por um solo carregado de melodia e feeling. Na sequência, “The Scarlet Queen of Harlots” chega com um início explosivo, trazendo a bateria ditando o ritmo por meio de levadas pesadas e blast beats monstruosos. Os vocais voltam a soar intensos e agressivos, enquanto os riffs evocam o Black Metal Old School mais gélido, culminando em mais um solo fantástico. A faixa ainda conta com a participação de Sarah Jezebel Deva (vocais, ex-Cradle of Filth), que acrescenta um toque orquestral melódico ao refrão, funcionando de forma impecável.

“Boogeyman” apresenta o lado mais teatral e sombrio da banda por meio de um ataque de Black Metal veloz e punitivo. A agressividade alcança um novo patamar, intimidando até o ouvinte mais acostumado ao gênero. Já “Dance On The Wings Of Black Magic” mantém o pé fincado no acelerador e figura entre as faixas mais brutais do álbum, com um ritmo criado para punir os ouvidos e esmagar crânios. Mais uma vez, merecem destaque os vocais rasgados, que conduzem o ouvinte por uma viagem alucinante, e os riffs de guitarra que parecem cortar a pele como lâminas.

Construído para destruir tudo à sua frente e capturar as almas dos ouvintes, Hexenbrand 1486 é um ataque sonoro de altíssimo nível. A dupla conseguiu elevar todos os pontos positivos dos discos anteriores, mantendo o Mystic Circle entre os grandes nomes do gênero. Mais brutal, sombria e selvagem do que nunca, a banda prova que ainda tem muito combustível para seguir espalhando blasfêmias sonoras.

Compartilhe
Assuntos

Veja também