Neal Schon – “Journey Through Time” (2023)

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Neal Schon – “Journey Through Time” (2023)

Frontiers Music
#AOR #MelodicRock #HardRock

Para fãs de: Journey, Santana, Jefferson Starship

Texto por João Paulo Gomes

Nota: 9,5

Em meio ao caos vivido por problemas de relacionamento entre os membros do Journey e a incerteza do que o futuro reserva, Neal Schon juntou um quinteto de fazer inveja a qualquer supergrupo para tocar no The Independent em San Francisco, Califórnia em fevereiro de 2018, em um evento beneficente, o North Bay Fire Relief, em apoio às vítimas dos incêndios florestais na Bay Area.

O título “Journey Through Time” é praticamente um “spoiler” do que o público poderia esperar do show e também retrata a relação dos membros do quinteto, em sua quase totalidade, com o Journey já que conta com Gregg Rolie (Abraxas Pool, Journey, Santana, The Storm, Solo: teclados e vocais), Deen Castronovo (Journey, Bad English, Hardline, Revolution Saints, Generation Radio: bateria e vocais), Marco Mendoza (Blue Murder, Whitesnake, The Dead Daisies, Soul SirkUS: baixo e vocais de apoio) e John Varn (Bob Kaliski, Endoxi: teclados), além de Neal Schon (Journey, Bad English, Hardline, Abraxas Pool, Santana, Soul SirkUS: guitarra).

Em quase duas horas e quarenta e cinco minutos, a banda entrega trinta e duas canções, separadas em dois sets, de um show explosivo! O público é inundado de canções do, devida e generosamente explorado, catálogo pré-Perry do Journey (“I’m Gonna Leave You”, “Look Into The Future”, “Kohoutek”, etc.), alguns tesouros escondidos (“Feelin’ That Way”/”Anytime” (dueto de Castronovo e Rolie), “Line of Fire”, “Lady Luck”, etc.) e pérolas da época de Steve Perry (“Don’t Stop Believin’ “, “Separate Ways”, “Lights”, “Anyway You Want It”, “Lovin’ Touchin’ Squeezin’ “, etc.), além de canções do Santana (“Black Magic Woman” e “Oye Como Va”) em um setlist longo, mas equilibrado, com muitas surpresas dentro das próprias músicas (não vou estragá-las) e muito, mas muito, divertido.

Nessa jornada através do tempo, Schon, sua guitarra icônica e sua gangue se divertem demais no palco e apresentam um setlist atemporal e lendário permitindo que os fãs mais jovens (e porquê não os mais velhos também) explorem o catálogo antigo da banda sem deixar de mostrar que ainda pertencem ao seleto grupo dos gigantes do rock mundial. Imperdível!

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