Nervosa – “Jailbreak” (2023)
Napalm Records | Shinigami Records
#ThrashMetal
Para fãs de: Destruction, Sodom, Kreator, Exodus, Overkill
Texto por Johnny Z.
Nota: 10
Prika Amaral, a única brasileira e a mente criativa por trás da Nervosa, enfrentou desafios e mudanças significativas nos últimos anos, culminando em uma reformulação impressionante. O álbum “Jailbreak,” o quinto da banda, representa um notável capítulo em sua carreira. Com maestria, Prika assume não apenas a guitarra, mas também os vocais, enquanto a entrada de Michaela Naydenova na bateria, Hel Pyre no baixo e Helena Kotina na guitarra marca uma recriação brilhante da Nervosa, elevando sua sonoridade a novos patamares e silenciando os críticos que duvidavam de sua capacidade de se reinventar.
O álbum é um tesouro do thrash metal, repleto de riffs poderosos, letras afiadas e uma agressividade renovada. O quarteto cria uma massa sonora indestrutível, mantendo as raízes do thrash, mas também explorando novas dimensões musicais. A trinca explosiva de abertura com “Endless Ambition”, “Suffocare” e “Ungrateful” já mostra o tom intenso coeso e agressivo que virá por todas as13 faixas desse “arregaço”.
“Seed Of Death” é uma faixa notável, levando a banda a territórios inexplorados, com influências que lembram Kreator e Arch Enemy. “Jailbreak”, a faixa-título, surpreende com solos de guitarra de alta qualidade, algo até antes não tão explorado os álbuns anteriores. “Sacrifice” e “Behind The Wall” oferecem uma cadência mais lenta, mas não poupam em peso e brutalidade, exibindo a diversidade musical do álbum e, principalmente, mostra que Prika é uma compositora de mão cheia!
Participações especiais, como Gary Holt (guitarra/Exodus) na soberba “When The Truth Is A Lie” e Lena Scissorhands, (voca/Infected Rain) na ótima “Supertition Failed”, adicionam personalidade ao disco, tornando-o ainda mais cativante. A trinca final com “Gates To The Fall,” “Elements Of Sin” e a estupenda “Nail The Coffin” fecha o álbum com grandeza, deixando uma impressão duradoura.
Sobre os vocais de Prika Amaral, nada mais correto dizer que caiu como uma luva na banda! Me arrisco a dizer que a banda ganhou e muito com essa mudança, pois seus guturais são bem versáteis, o que manteve a agressividade ainda mais em alta.
“Jailbreak” é uma aula de como fazer thrash metal visceral, ‘classudo’ e poderoso, e ao mesmo tempo um testemunho da perseverança e paixão de Prika para superar desafios e criar música de alta qualidade. Qualquer crítica negativa parece apenas fruto de clubismo ou busca por polêmica, e não merece atenção. É motivo de otimismo acreditar que a banda seguirá nesse caminho, presenteando os fãs com futuros trabalhos igualmente excepcionais, consolidando assim sua posição de destaque no cenário do metal, tanto nacional quanto internacional. Ah, ‘o metal é coisa de macho’? Vai se lascar!!!





