Night – “Raft Of The World” (2017) (Relançamento 2019)

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Night – “Raft Of The World” (2017) (Relançamento 2019)
The Sign Records | Hellion Records Brazil
#HeavyMetal

Para fãs de: In SolitudeJudas PriestSvartanatt

Nota: 9,0

Em 2017, a banda sueca “Night” lançou seu terceiro álbum de estúdio, “Raft Of The World”, e agora, em 2019, a Hellion Records Brazil faz jus ao mesmo relançando-o em nosso país. Esse material tem uma pegada completamente oitentista, cheio de riffs até que simples, mas muito cativantes/eficientes junto com o vocal bem alto e melódico, sem contar a fantástica gravação com uma atmosfera bem antiga, o que deixa a sonoridade do grupo ainda mais especial.

Iniciando já com a ótima “Fire Across The Sky”, já fica possível imaginar como é o estilo do grupo: muito foco nos vocais. Porém, na faixa seguinte, “Surrender”, logo no começo uma guitarra com pouca distorção e uma melodia meio que tendendo ao Gothic Rock justificam a qualidade do grupo, que me lembraram muito seus conterrâneos “Svartanatt” que têm seu álbum de 2018 resenhado aqui no Metal na Lata.

Após a breve e bela “Omberg”, faixa instrumental fantástica mas com apenas um pouco mais de um minuto, tem-se “Time”, que chega a perceber uma mistura de influências de grupos dos anos 70 e 80, como de “W.A.S.P.” e “Kiss”, que pode gerar uma certa confusão aos ouvidos, mas essas peculiaridades que fazem “Raft Of The World” ser um álbum muito bom de se ouvir.

O momento “baladinha” do álbum é “Coin In A Fountain”, de estilo mais lento e lembrando um clima de filme de faroeste em que duas pessoas estariam frente a frente e esta seria a música tocando ao fundo (risos), entretanto, contrasta o estilo da música seguinte, que é a última, “Where Silence Awaits”, que se percebe uma guitarra mais “Iron Maiden”.

Com todas essas misturas de estilos, o “Raft Of The World” se torna um álbum muito bom e com características bem dos anos 80, fazendo com que seus 42 minutos de duração divididos entre 9 músicas passem de um modo muito agradável e dando gosto para se ouvir mais trabalhos do grupo.

Caio Siqueira Iocohama

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