Nordic Union – “Animalistic” (2022)

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Nordic Union“Animalistic” (2022)
Frontiers Music
#MelodicRock, #HardRock, #HeavyMetal

Para fãs de: Pretty Maids, Talisman, W.E.T., Eclipse

Nota: 9,0

Talvez o Nordic Union seja um dos motivos da Frontiers lançar tantos projetos e supergrupos. A tentativa de reproduzir algo que deu certo é tão repetida pela empresa que o resultado tem se perdido ao longo do caminho. Mas certas coisas não podem ser reproduzidas, como por exemplo: o duo Erik Martensson (Eclipse, W.E.T.: guitarras, baixo, teclados e vocais de apoio) e Ronnie Atkins (Pretty Maids: Vocais e vocais de apoio). Como músicos de apoio temos: Fredrik Folkare (Unleashed, Firespawn, Eclipse: guitarras) e Henrik Eriksson (bateria), contando com a participação de Thomas Larsson (Six Feet Under, Baltimoore, Glenn Hughes: guitarra).

Só de as rédeas do projeto serem deles, já é possível perceber a diferenciação do famoso “gerador aleatório de bandas com músicas iguais” da Frontiers.

Sobre Atkins: Desde a péssima notícia relativa à sua saúde (lembro que fiz a resenha de “One Shot”, seu primeiro álbum solo, achando que fosse seu canto de cisne), ele vem se dedicando a novos trabalhos com intensidade, qualidade e energia que só ele consegue dar. Se este for seu epitáfio musical, tomara que não, ele é tão digno quanto tem sido sua carreira.

Sobre Martensson: O maior talento de sua geração. Diferenciado, ele é dono de uma impressionante qualidade musical, mas, infelizmente, nasceu três décadas atrasado para obter o crédito que realmente merece. Sem falar na capacidade de criar sensações únicas nos álbuns que toca e produz.

Sobre o álbum: Produzido, mixado e masterizado por Miqael Persson, o álbum, como os anteriores, apresenta a mistura Hard/Heavy que tanto tem agradado, com aquele “quê” de talento, química e de qualidade que não é possível tangibilizar, mas quem ouve percebe o que o diferencia de seus pares, os tais “supergrupos”.

A frenética abertura “On This Day I Fight”, a gloriosa e ardente “In Every Waking Hour”, a impactante, porém curta, “King For A Day”, a feroz e “Prettymaidiana” “Wildfire”, o magnetismo de “Shot in the Dark”, o Heavy Metal tradicional e ameaçador de “This Means War”, a “Eclipsiana” “Scream”, a já clássica e excepcional “If I Could Fly”, a pacífica “Riot”, a magnética “Shot In The Dark”, a animal “Animalistic” e a sentimental “Last Man Alive” compoem um dos grandes destaques deste ano.

“Animalistic” é um verdadeiro testemunho das habilidades e do talento de Atkins e Martensson. Enquanto Atkins desfila vocais enérgicos e irresistíveis, alternando suavidade e aspereza, Martensson nos mostra que sua fonte de inspiração e seu talento são inacabáveis provando que seu melhor álbum sempre será o próximo.

Que a dupla continue por um longo tempo bebendo do elixir do Hard Rock Melódico!

João Paulo Gomes

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