Obnoxious Youth – “Disturbing the Graves” (2017)
Critical Mass Recordings
#Hardcore, #Metal, #Punk
Nota: 9,0
Quando pediram ao vocalista Coffin para descrever a sua banda, o Obnoxious Youth, em apenas cinco palavras, ele disparou: caótica, violenta, destruidora, mortal, e atordoante.
E, segundo eles próprios se apresentam, a banda, oriunda de Uppsala, na Suécia, nasceu em 2009 com o objetivo de quebrar regras, desafiar a lógica, e ignorar os paradigmas de gêneros musicais.
Mesmo que exagerados em sua auto-apresentação, efetivamente misturaram riffs de Heavy Metal, com geometria punk/hardcore, chegando a seu segundo álbum, “Disturbing the Graves”, após seis anos de seu debut, aumentando ainda mais sua experimentação musical agressiva, incluindo detalhes que remetem ao Hard Rock setentista, e até mesmo alguma psicodelia (como na visceral “Bleeding the Freaks”).
E aqueles que se dignarem a conferir “Disturbing the Graves”, experimentarão um ataque poderoso que mistura, Punk, Rock N’ Roll, e um demoníaco Speed Metal, com claras influências de Metallica (fase “Kill em’ All”), Tank, Motörhead, Celtic Frost, Discharge, Venom, GBH, e Septic Death.
Embalada numa belíssima capa, que remete a H. P. Lovecraft, temos uma pratica caótica do Metal-Punk, por riffs insanos, seção rítmica ultra-veloz, vocais vomitados, e clima sujo e agressivo aos moldes oitentistas, que aumentam a entropia musical em faixas que formam um hinário repleto de profanações musicais rápidas, lascivas, toscas, virulentas, e beirando o fetichismo, donde se destacam “Black Terror”, “Retroactive Abortion”, “Disturbing The Graves”, e “Quartered & Swallowed”.
Além disso, começaram a chamar a atenção no underground depois de uma citação de Fenriz, do Darkthrone, o que gerou curiosidade, afinal este nome é um grande avalista dentro da cena metálica atual.
Como registro final, deixo com vocês a “simpática” formação da banda: Anal (baixo e guitarra), Coffin (vocais, sitar, baixo e efeitos), Cult (bateria), Cadaver (guitarra solo), e Semen (guitarra solo).
Instigante pra dizer o mínimo!
Marcelo Lopes Vieira





