
One Hour Hell – “Voidwalker” (2019)
ViciSolum Productions
#MelodicDeathMetal, #ThrashMetal, #SymphonicBlackMetal
Para fãs de Dimmu Borgir, Arch Enemy, Soilwork
Nota: 6,5
“Uma hora de inferno”. Seria apenas um nome impactante de banda ou a realidade sintomática e implacável que tortura o ouvinte ao degustar esse material? Calma, jovem padawan. Também não é assim.
“Voidwalker”, terceiro ato da carreira dos suecos do One Hour Hell, transita pelo já congestionado caminho das bandas que focam no peso, mas que não se abstém da fatídica carga melódico/dramática que as formações mais contemporâneas apostam como decisiva.
Um acento Thrash aqui, um cacoete Black Metal sinfônico ali, e uma síntese mais Death melódica pontuam e fomentam a realidade musical do One Hour Hell. Não, não é ruim, mas não se destaca, não realça. Músicos de alta estirpe criam uma sonoridade pesada, acentuadamente agressiva, mas que por vezes se perde pelo caminho, ocasionando um contraste não muito efetivo (“Drivkraft” é bem maçante, diga-se).
Boa parte do álbum flui a contento, mas no desenvolvimento se torna trôpego e irregular, o que é uma pena, pois é uma banda de evidente potencial que não protagoniza, mas se torna um figurante em uma cena abarrotada. O início com “A Violent Cancer”, por focar mais no tradicional sem grandes vislumbres, é o destaque da obra. Se lhe interessou, confira, mas pra mim foi facilmente esquecível.
Ricardo L. Costa





