
Orphaned Land – “Unsung Prophets & Dead Messiahs” (2018)
Century Media Records
#ProgMetal, #OrientalMetal, #FolkMetal
Para fãs de: Pain of Salvation, Myrath, Amaseffer, Opeth, Blind Guardian
Nota: 10
A obra da banda Orphaned Land vai além da música. Reconhecida por esforços pacifistas consistentes, existe até mesmo uma campanha entre os fãs para que a banda seja laureada com o prêmio Nobel da Paz.
Musicalmente, sua discografia é de altíssimo nível, contendo ao menos uma obra-prima, o álbum “Mabool – The Story of the Three Sons of Seven” (2004), sendo que Steven Wilson proclamou o Orphaned Land como um dos maiores nomes do progressivo mundial.
Isso é mais do que o bastante para prestarmos mais atenção a “Unsung Prophets & Dead Messiahs”, sexto e recém-lançado álbum da banda israelense, primeiro após “All Is One” (2013) – sem contar o projeto de 2016 ao lado do Amaseffer-, que trabalha um conceito profundo, inspirado nos escritos de Platão e ideais revolucionários e pacifistas ao longo da história.
Não existem mudanças severas na sonoridade plural de sua personalidade folk/prog, bem dinamizada por uma produção brilhante, novamente à cargo de Jens Bogren e da própria banda, permanecendo o sabor familiar na variação fluida da brutalidade épica para a sensibilidade melódica, indo da euforia à reflexão com criatividade, sensibilidade e envolvência.
Complexo em música e letra, melodicamente sinuoso por maneirismos hebraicos, temos cânticos, coros, refrãos, e orquestrações entremeados aos arranjos metálicos que passam por aspectos extremos, progressivos e tradicionais, variando peso, texturas e velocidades, com destaques a “The Cave”, “Chains Fall to Gravity” (com a participação do guitarrista Steve Hackett), “Like Orpheus” (com Hansi Kürsch, do Blind Guardian), e “Only the Dead Have Seen the End of the War” (um death metal disfarçado pelos maneirismos do Orphaned Land, com a participação de Tomas Lindberg, do At the Gates).
Muito mais precisava ser dito sobre este riquíssimo trabalho que merece um mergulho profundo em suas letras e melodias, afinal, sem nunca perder a coerência, “Unsung Prophets & Dead Messiahs” viaja por um multiverso musical épico, tradicional, maduro, celestial, ousado, emocional, inquieto, poético, filosófico e confrontador!
Mais uma obra de arte que extrapola a música!
Marcelo Lopes Vieira





