Overkill – “The Wings of War” (2019)

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Overkill “The Wings of War” (2019)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#ThrashMetal

Para fãs de: ExodusTestamentDeathAngel

Nota: 9,5

Prestes a completar 40 anos de atividades ( a banda foi formada em 1980, mas seu primeiro álbum foi lançado em 1985), a máquina norte americana de fazer Thrash Metal está de volta! “The Wings of War”, 19º trabalho de estúdio do Overkill, é mais uma aula de como se manter íntegro e relevante ao longo da carreira. E, que fique bem claro, estamos diante de uma das mais consistentes discografias do Heavy Metal de todos os tempos! Não concorda? Então vamos lá: me diga um, apenas um, álbum do grupo que possa ser classificado como ruim. Além disso, a banda é uma das mais produtivas da cena, pois se formos analisar, desde o primeiro álbum, o grupo lança um disco novo a cada 1,8 anos! Diz aí: quem do “Big Four” mantém essa média?

“The Wings of War” é o primeiro trabalho do grupo a contar com o baterista Jason Bittner (Shadows Fall). Produzido pela banda, o álbum é, como escrito logo acima, uma verdadeira aula de como fazer Thrash Metal. Ou como já foi dito pela revista Roadie Crew certa vez, um “workshop” Thrash. Bobby “Blitz” Ellsworth (voca), DD Verni (baixo), Dave Linsk (guitarra) e Derek Tailer (guitarra), além do já citado baterista, nos mostram que a idade parece não chegar pro grupo, uma vez que as 10 faixas que compõem o trabalho trazem toda a fúria que acompanha os álbuns do grupo desde o longínquo “Fell The Fire” (1985). Riffs tipicamente trash, com aquela pegada que logo nos primeiros acordes você saca se tratar do Overkill. Linhas de baixo e bateria bem trabalhadas e aquele vocal característico do mestre Blitz, mostram que o grupo continua sendo um dos mais importantes dentro do estilo. E, na opinião deste que vos escreve, é, sim, o mais importante.

O trabalho abre com “Last Man Standing”, faixa lançada no EP de mesmo nome em dezembro do ano passado. Pesada, insana e veloz, a faixa é uma porrada do início ao fim. DD Verni e Jason Bittner mostram um grande entrosamento, enquanto Dave Linsk e Derek “The Skull” Tailer formam uma das melhores duplas de guitarristas do estilo. Na sequência, “Believe in the Fight” traz um pouco daquela influência punk “old school” que o grupo sempre faz questão de mostrar. Essa é daquelas faixas que são obrigatórias nessa próxima turnê! “Head of a Pin”, também presente no EP, tem uma pegada mais cadenciada em seu começo, carregada de peso, principalmente pela pegada do batera Jason, que senta a mão de forma precisa em seu kit. A aula segue com “Bat Shit Crazy”, enquanto que “Distortion” apresenta um início introspectivo, preparando o terreno para a agressividade e peso que emanam das guitarras logo na sequência.

Ainda, podemos destacar “A Mother’s Prayer”, com uma pegada um pouco destoante do restante do álbum, mas que não pode ser considerada como uma faixa “menor”, afinal, a qualidade e técnica do grupo estão presentes, “Welcome to the Garden State”, outro coice na boca do estômago, “Where Few Dare to Walk”, uma faixa daquelas pra bater cabeça, cadenciada, com destaque para DD, que transforma seu baixo em linha guia da composição, “Out on the Road-Kill”, uma faixa “tipicamente Overkill” e “Hole in My Soul”, com seu início à la Sabbath, mas que se transforma em mais uma pérola do Thrash metal norte americano. Ou seja, TODAS as faixas!

“The Wings of War” é superior a seu antecessor, o muito bom “The Grinding Wheel” (2017). A entrada de Jason Bittner se mostrou acertada, uma vez que sua linhas de bateria casaram perfeitamente com o estilo de DD Verni, o que já acontecia antes, mas agora, parece ter ganho mais intensidade nos momentos mais rápidos. Muito, mas muito ansioso para assistir os shows dessa nova turnê. Até porque, não tenho nenhuma dúvida ou receio em afirmar que nenhuma banda de Thrash em cima do palco é tão técnica, milimétrica e, ao mesmo tempo, espontânea e dinâmica como o Overkill. Estamos em Fevereiro, mas meu Top 10 de 2019 é “The Wings of War” e mais 9!

Sergiomar Menezes

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