Pain of Salvation – “In The Passing Light Of Day” (2017)

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Pain of Salvation“In The Passing Light Of Day” (2017)
Inside Out Music / Hellion Records Brazil

Nota: 10

Para mim é sempre muito difícil falar de Pain of Salvation, porque além de ser uma das bandas que mais ouvi na vida, todo e qualquer lançamento dos mesmos é muito complexo, demoraria meses para analisar friamente mas, vamos lá.

Talvez o álbum mais aguardado pelos fãs na historia da banda, Daniel Gildenlöw transcreve em letras pesadas, vocais viscerais e instrumentais obscuros, como foi à experiência de quase morte, dias e dias totalmente recluso, cirurgia após cirurgia e com a mesma duvida: se iria sobreviver.

Tudo isso desencadeou em uma obra de arte na discografia da banda e digo mais, já é um disco clássico do estilo.

Não darei mérito apenas para Daniel, a banda no geral foi impecável, destaque para Ragnar Zolberg, sua contribuição para a obra foi imensurável.

Com certeza a melhor produção da banda, instrumentos límpidos, tudo muito bem colocado, experimentalismo e modernidade.

A banda já mostra toda sua entrega na primeira faixa, “On a Tuesday”, onde eu já abri um imenso sorriso e pensei: “Era isso que eu queria ouvi”. “On a Tuesday” conta como e quando Daniel da entrada no hospital, que, diga-se de passagem, é o mesmo em que nasceu, mergulhada em ironias, ele mesmo diz isso no decorrer da música “I feast on irony my friend…” Faixa de 10 minutos que você se perde no tempo, principalmente na orquestração do final, já se encontra em êxtase logo na primeira musica.

“Meanigless” ficou encarregada em ser o primeiro single, ouvindo todo álbum acredito que a escolha foi certa, pesada, emocionante, impactante, tudo o que os fãs queriam ouvir naquele momento.

Depois das energias revigoradas, temos “Full Throttle Tribe”, outra épica, onde Daniel conta o que o PoS realmente significa para ele, diante de todos os problemas enfrentados para que prosseguisse, ele não abandonou e nunca abandonará o barco. “This will be my tribe, my family…”

Até aqui o disco não possui solos, mas tudo é recompensado em “Angels of Broken Things”, não me arriscaria a descrever essa música ou solo, você precisa ouvir para sentir.

“If This Is the End” tem um clima totalmente pesado, incialmente com dedilhado de guitarra somada com a voz entristecida de Daniel. Aqui temos uma curiosidade, em sua ultima passagem ao Brasil, Daniel ganhou de presente uma “viola caipira”, ele se apaixonou pelo o instrumento e disse que usaria em algum lançamento futuro, e não é que usou mesmo? Ele utiliza o mesmo em uma pequena parte da musica, mas utiliza.

Depois de tanto falar, chegamos a ultima faixa, cheia de “Fan service”, essa musica é completa, um dos finais de discos mais emocionantes que já tive a oportunidade de ouvir, épica, cativante, densa, grudenta, pesada, experimental, prog, “uffa” poderia ficar dando adjetivos aqui até estourar os caracteres.

O álbum cheio de sentimentos primitivos e desesperados, está repleto de excelentes músicas e é um renascimento da banda com muita força. Digo que é um disco gratificante de se ouvir, nunca o termo “Pain of Salvation” fez tanto sentido, além de ter a veia “prog” que tanto amo.

Valeu a pena esperar? Eu respondo com toda certeza: sim!

Getúlio Alves

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