Pale Reflection – “Fading Daylight” (2026)
Voice Music | Mutilation Records | Wreck Your Neck Records
#DeathMetal #DoomMetal #DeathDoomMetal
Para fãs de: The Cross, Hooded Menace, Konvent
Texto por: Cristiano Ruiz
Nota: 8,5
Após quase uma década de sua formação, em 21/09/2026, a banda paulistana de Death/Doom Metal Pale Reflection enfim lançou seu registro de estreia, Fading Daylight, em formato independente. A espera foi longa — desde 2017 — mas garanto que fez bem ao resultado final do trabalho. Atualmente, Fernando Fustini (baixo), Vitor Furioso (bateria), Daniel (guitarra), Leandro Domingues (vocal) e Fernando Lopes (guitarra) compõem o line-up do quinteto.
A sonoridade do Pale Reflection representa o que há de mais lúgubre e lamacento dentro do universo Doom. Ou seja, se você espera momentos góticos estilo “a bela e a fera”, não os encontrará nessa audição. Aqui não tem bailarina, contudo tem trator passando em cima de lápide molhada.
Como um condenado a caminho de sua própria execução
Eu poderia definir o pequeno tema instrumental “Mourning Dusk” como tão somente a preparação para a primeira faixa, porém é muito mais do que isso. O clima sombrio de um condenado à morte indo de encontro à sua execução está presente — pois é exatamente isso que sinto ao ouvi-la.
Em seguida, “When the Bell Tolls”, cuja primeira versão foi single em 2019, é a primeira faixa propriamente dita do disco. Minhas reminiscências conduzem minha mente a nomes como The Cross (Brasil), Konvent (Dinamarca), assim como Hooded Menace (Finlândia). Em suma, bandas de elite quando o tema é podridão no Death/Doom.
Quando os primeiros acordes de “Le Horla” começam a soar, ainda mais se intensificam minhas boas impressões em relação ao trabalho de estreia do Pale Reflection. Essa canção é, portanto, minha favorita do álbum Fading Daylight.
Da mesma forma que “When the Bell Tolls”, “Doomed by the Sun” também foi single em 2017. Entretanto, a versão era diferente. Ela também valorizou o tempo da minha audição, tanto que seria minha favorita, não fosse “Le Horla”.
Em Fading Daylight, o sofrimento é a lei em formato de riffs pesados e arrastados
“Sorrow” abre a segunda metade do disco com uma atmosfera que une, mesmo que de maneira confusa, medo, tristeza e remorso. Antes que eu me esqueça, é obrigatório mencionar o trabalho daa duas guitarras. Enquanto uma faz os riffs “gordos”, outra faz os acordes de maneira mais melódica e, juntas, ambas são terrivelmente sombrias.
A faixa “12 Killers” encerra o pacote de regravações dos três singles lançados anteriormente, em 2019. Destaco o gutural de Leandro “Coroner” Domingues, que também é vocalista da banda de Death Metal Infamous Glory. Ele é, certamente, a encarnação mais genuína da fera infernal.
Black Sabbath “extremo”
Se a definição de Black Sabbath extremo existisse, assim eu chamaria “Echoes Of Real Life”, mas é tão somente Doom com uma dose letal de Metal da Morte.
Cabe a faixa título do disco a tarefa de encerrá-lo e, inegavelmente, ela a faz bem. Aqui, mais uma vez, enxergo o que chamo de presença “Iommica” nos riffs. Decerto, isso deve ser vício sensorial de fã, encontrar referências de minhas paixões em audições prazerosas.
Finalizando, parabenizo o Pale Reflection por seu debut, esperando que não tardem tanto para lançaram seu sucessor. Dito isso, indico essa audição aos fãs de Death/Doom.





