
Pastore – “Phoenix Rising” (2017)
Spiritual Beast / Independente
Para fãs de: Primal Fear, Judas Priest, Dream Evil
Nota: 9,0
Falar o nome de Mario Pastore já é sinônimo de qualidade, técnica, empenho e muita raça nas últimas décadas. Em “Phoenix Rising”, seu terceiro álbum solo, isso ficou ainda mais em evidência depois de todas as mudanças de formação e problemas que o cantor teve que lidar nos últimos anos pós “The End Of Your Flames” (2012).
Duas coisas que temos que tirar o chapéu aqui são: a óbvia técnica/extensão vocal de Mário e o “colhão” em reunir um time de brilhantes músicos para sua nova empreitada em estúdio: Ricardo Baptista, Marcio Eidt e Johnny Moraes (guitarra), Fabio Carito e Renato Caetano Dias (baixo), Marcelo de Paiva Berno, Rafael Dyszy e Vito Montanaro Neto (bateria).
Imprescindível salientar que “Phoenix Rising” é seu trabalho mais pesado, cativante, denso, cheio de energia e sentimento que me arrisco a dizer ser o melhor e mais bem composto trabalho em toda sua carreira.
Impecavelmente produzido por Marcio Eidt (também, ex-Heaviest), temos a perfeita união do clássico com o contemporâneo numa mistura onde com muito esmero conseguiu-se fundir a melodia do Heavy Metal com efervescência e agressividade do Power Metal de forma que ambos estilos – mesmo que muitas vezes se confundem em outras bandas mais novas – se completassem. Isso não é para qualquer um não! Tem que der a manha!
Não é aquele disco que você ouve e fala: “ok, mais um disco de Heavy Metal que não fede nem cheira pois não traz nada de novo”. Se alguém aqui pensa dessa forma eu pergunto: “O que você espera de um disco de Heavy Metal? Peidos? Viagens interdimensionais que te transformará num ser humano melhor? Ou prefere adrenalina, sangue nos olhos e aquela vibe “couro e motocicleta”? Porra, eu sou a favor de se definir um caminho inicial e sou mais favorável ainda a ser fiel a ele. Lógico que muitas bandas conseguiram acrescentar outras influências em seu som, mas muitas dessas ou fizeram a maior merda da vida delas ou conseguiram apenas alguns burburinhos aqui e ali, pois mais lá na frente – COM CERTEZA – uma hora ou outra, vão voltar ao básico e as suas raízes. Isso é um fato e essa é a graça do Heavy Metal.
Ficam falando em clichê disso, clichê daquilo. Ninguém vai inventar mais nada em se tratando de Metal. Ponham isso na cabeça de vocês. Não tem mais o que ser criado. Mas é aí que entra o lance da sabedoria. Mais vale uma bela composição “clichê” do que uma cheia de “inovação” que não te leva a lugar nenhum e isso não é o que encontramos aqui. O negócio aqui é para te dar combustível, para te colocar dentro do metal de verdade e sair a trezentos quilômetros por hora.
É isso ai, a banda Pastore ressurgiu das cinzas, renasceu, veio para ficar sem acomodar sua sonoridade e olhando para o futuro, mas isso temos que frisar bem que não seria possível sem a ajuda dos excelentes músicos que o acompanham na empreitada, até mesmo nas composições, mostrando perfeitamente que um trabalho feito com HUMILDADE, PARCERIA, AMIZADE, RESPEITO e em EQUIPE, SEMPRE funciona melhor.
Como destaque, além da belíssima capa e produção, indico as pesadíssimas “Symphony Of Fear”, “Holy War” e a faixa título que caem como uma luva em tudo dito acima.
Vale citar que a versão japonesa, lançada pela gravadora Spiritual Beast, contem, também, a excelente faixa extra “Lightnin’ Strikes Again” (cover do Dokken com a participação de Edu Ardanuy, ex-Dr. Sin).
Johnny Z.





