Pulchra Morte – “Divina Autem Et Aniles” (2019)

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Pulchra Morte – “Divina Autem Et Aniles” (2019)
Ceremonial Records
#DeathDoomMetal#DoomMetal

Para fãs de: Paradise Lost (Antigo), Novembers DoomThe Drowning

Nota: 9,0

O convincente single, “Soulstench” lançado ano passado, revelava indícios sobre o categórico trabalho que o iria suceder, indícios esses que foram devidamente confirmados em “Divina Autem Et Aniles”, primeiro álbum completo dos americanos Pulchra Morte, tem-se aqui um apanhado espetacular de Doom Death Metal com testosterona (diria bolas, mas o sentir-se ofendido por tudo tornou-se uma tendência nos últimos tempos. Risos).

Contando com 10 faixas que fazem menções às auroras da turma de Peaceville; riffs pesados, solos encaixados de forma simétrica, bateria participava, que vai além de apenas ditar tempos cadenciados (nem sempre), acrescentando diversas viradas, além de fazer uso frequente dos pedais duplos.
Dentre as diversas qualidades encontradas no disco, podemos citar a naturalidade como ele se apresenta, as composições que apesar de serem nitidamente bem construídas e técnicas, soam espontâneas e saem um pouco da pejorativa e pertinente melancolia, possuindo momentos agressivos e ríspidos intercalados com passagens agônicas e lamuriosas.

Há um paralelo entre passado e futuro facilmente ouvido em “Black Ritual” e “Reflection Of A Drowning Sun”, faixas que lembram o Paradise Lost tanto do início, quanto atual. “Shadows From The Cross” também é digna de nota, curta para os padrões Doom, mas perfeita por unir peso e cadência sem necessidade de se alongar (“o menos é mais” é sempre válido, quando usado com sabedoria). Os outros grandes momentos ficam para “Ignis Et Tempestas”, guiada por celos e dedilhados limpos com sons de chuva ao fundo, longe de ser o suprassumo da originalidade, mas ainda sim, sutilmente bela, e “Fire And Storm” que também traz o celo, nessa que é uma das melhores músicas de todo o álbum, literalmente um aperto de mãos entre Novembers Doom e o Celestial Season da primorosa obra, “Solar Lovers” de 1995.

A quem procura por bandas novas, Pulchra Morte é uma excelente revelação e “Divina Autem Et Aniles” já figura entre os grandes lançamentos desse recém nascido ano.

Fábio Miloch

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