Purpendicular (Ian Paice) – “Banned” (2025)
Metalville | Hellion Records Brazil
#ClassicRock #HardRock
Para fãs de: Deep Purple, Trapeze
Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz
Nota: 9,5
Banned é o terceiro álbum do Purpendicular, banda britânica de Hard Rock, que teve seu lançamento em 10/10/2025 pelo selo Metalville e em nosso paíspela Hellion Records Brazil. Purpendicular, que a princípio seria somente uma homenagem a sonoridade do décimo quinto álbum do Deep Purple, lançou o seu debut, Venus to Volcanus, em 2017. A presença do própio Ian Paice como baterista dá ainda mais força e credibilidade a esse projeto musical. Atualmente, além de Paice, Robby Thomas Walsh (vocal e fundador), Murray Gould (guitarra), Alessandro Debiaggi (teclado) e Mauricio Torchio (baixo) formam o line-up do Purpendicular.
Se eu dissesse, antes de mais nada, que a sonoridade do Purpendicular não se parece com Deep Purple, estaria faltando com a verdade. Mas, se por outro lado, eu afirmasse que sua música se limita a ser uma cópia do famoso dinossauro britânico, também mentiria. É certo que a voz de Robby Thomas Walsh lembra a de Ian Gillan, porém o mesmo explora particularidades de seu agradável timbre. Muitos riffs de Murray Gould lembram ora Blackmore ora Morse. Contudo ele toca de uma forma muito mais Gould do que baseado em qualquer influência a ver com Deep Purple.
O baixista Mauricio Torchio é a melhor surpresa desse disco, já que ele traz consigo uma forma mais Fusion de tocar baixo do que qualquer faixa gravada por Roger Glover ou mesmo Glenn Hughes. Embora o tecladista Alessandro Debiaggi elegera o mesmo Hammond do mestre Lord como seu som no Purpendicular, ele não abre mão de ter sua própria assinatura musical.
Finalmente, o meu maior prazer nessa resenha é comentar sobre Ian Paice. Tanto o mais recente álbum do Deep Purple, =1, quanto esse disco do Purpendicular provam que ele está tocando ainda mais que em seu passado de glórias. Ou seja, essse lendário baterista canhoto jamais deixou de buscar a própria evolução, mesmo em idade bem avançada.
Destaques de Banned
Todas as nove faixas são boas, mas vou eleger minhas quatro favoritas:
“Banned”: a faixa título do álbum soa, ao mesmo tempo, Jazz/Fusion, Funk e Hard Rock. Tudo isso com direito a um show de Ian Paice e de Mauricio Torchio.
“Beast”: realmente lembra a sonoridade do álbum Purpendicular do Deep Purple de uma forma positiva.
“Blood Red Moon”: talvez provavelmente a canção na qual mais consigamos identificar os elementos de Deep Purple era clássica altamente presentes, da primeira nota ao acorde final.
“Seventies Kid”: o título sugestivo aos anos 70, assim como a fantástica performance de bateria de Ian Paice a tornam minha favorita do terceiro disco do Purpendicular.





