Ringworm – “Seeing Through Fire” (2023)

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Ringworm – “Seeing Through Fire” (2023)

Nuclear Blast | Shinigami Records
#Hardcore #ThrashMetal #Crossover

Para fãs de: Slayer, Pro-Pain, Cro-Mags, Power Trip

Texto por Johnny Z.

Nota: 8,5

Nono álbum de estúdio da longeva banda americana de Hardcore/Thrash Metal, originária de Cleveland, OH, apresenta, como de praxe, uma vigorosa mistura crossover desses dois estilos, inundando as faixas com energia e adrenalina através de batidas pulsantes e riffs brutais de guitarra.

Não se trata de um álbum que levará os ouvintes a horas de contemplação de camadas profundas ou reflexões filosóficas sobre letras. Pelo contrário, aqui a intensidade é direta, sem rodeios, sem frescuras e sem a menor preocupação em agradar a todos, exceto a eles mesmos (e, é claro, aos seus fiéis seguidores). Contudo, é crucial destacar que “Seeing Through Fire” revela considerável complexidade em suas 11 faixas, trazendo algo além do convencional para um estilo conhecido por sua energia vibrante, violência sonora e agressividade.

Desde “Scars”, de 2011, a banda tem progressivamente se apropriado do termo Thrash Metal, e em “Seeing Through Fire”, essa evolução torna-se ainda mais evidente, com claras influências do Slayer em “Divine Intervention” e “Undisputed Attitude”. A banda também absorve generosas doses de inspiração das bandas de Death Metal da Flórida, adicionando um toque de groove aqui e ali.

Os vocais insanos e brutais de James “Human Furnace” Bulloch às vezes ecoam como marteladas doentias no meio da imensa parede sonora criada pela banda. Os riffs de Matt Sorg e Mike Lare evocam uma versão mais suja e desgastada da clássica dupla do Slayer, com bases que chegam a perfurar os tímpanos. Sério, se você ouvir alto, seus ouvidos vão “gritar” (risos).

Altamente recomendado para aqueles que buscam violência e agressividade, “Seeing Through Fire” é uma experiência musical criminosamente avassaladora. O Ringworm continua a manter sua tradição de entregar música pesada e intensa, e este álbum é mais uma prova da sua inabalável paixão e energia, mesmo após três décadas desde seu álbum de estreia (sempre sem tirar o pé do acelerador).

Melhores faixas: “Carved In Stone”, “Death Roax”, “Thought Crimes” e “You Want It To”

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