
Riot City – “Burn The Night” (2019)
No Remorse Records
#HeavyMetal
Para fãs de: Lizzy Borden, Armored Saint, Judas Priest
Nota: 8,0
Quando recebo um álbum de uma banda nova/ou que ainda não conheço, uma das primeiras informações que busco é o seu país de origem, por simples curiosidade mesmo. Logo que recebi esse trabalho de estréia do Riot City, verifiquei que são canadenses e olhando a arte da capa, pensei: “Por que motivos uma banda canadense nova faria um tributo a um álbum não tão clássico dos seus conterrâneos, o Triumph?” (“Surveillance” de 1987, procure a imagem da capa deste disco e entenderão). Comparações à parte, vamos ao que interessa: um ótimo trabalho calcado no Heavy Metal tradicional.
O quarteto é da cidade de Calgary e apresenta aquela linha de metal tradicional conhecida como U.S. Metal. O estilo é aquele com vocal que alcança tons agudos altíssimos (me lembrou um pouco Lizzy Borden), riffs de guitarra bem trabalhados e bateria com bumbo duplo (sem ser massante) em boa parte da audição, bem como variações de andamento dentro das composições.
O cartão de visitas do Riot city é a faixa de abertura, “Warrior of Time”, que contém todos estes elementos que citei. “Burn The Night” é outra excelente amostra, rápida e certeira, riffs rápidos e solos dobrados (alguém ai pensou Maiden/Priest?) Sim, eles trabalham com estes elementos.
“Livin’ Fast” me remeteu instantaneamente à “Screaming for Vengeance”, uma de minhas faixas favoritas do poderoso Priest, onde o riff é praticamente o mesmo. Algum problema com isto? Óbvio que não.
Outros destaques são “The Hunter” (aqui a voz do vocalista Cale Savy lembra bastante Brian Ross do Satan/Blitzkrieg), “Steel Rider” e seu excelente riff de guitarra munida de cozinha veloz em um quase um “Speed Metal” (quando o cara fala este termo, entrega a idade) e “Halloween at Midnight”, que fecha o álbum com maestria. São 8 faixas em pouco menos que 40 minutos, mas ao final da audição, todo fã de metal tradicional totalmente influenciado pelo anos 80 vai querer apertar dar o repeat instantaneamente.
Espero que continuamos a ouvir o nome do Riot City novamente num futuro próximo.
José Henrique





