
Scream – “Scream!” (2019)
Independente
#HeavyMetal, #PowerMetal
Para fãs de: Judas Priest, Accept, Helloween, Grave Digger, Pastore, Living Metal
Nota: 8,0
O “Scream!” foi fundado em 2013 em Angra Dos Reis (RJ) como um projeto pessoal e despretensioso da dupla – Welbe e Raphael Gazal, tendo por motivação maior sua genuína paixão pelo Heavy Metal.
Antes de mais nada, seu primeiro álbum, homônimo, é um tributo ao gênero em seu estado puro e indo além, uma declaração de amor ao mesmo. Escrito e “gritado”, como define o próprio Welbe, o disco tem sua produção assinada pelo próprio Raphael Gazal, também encarregado de todos os instrumentos.
As nuances de Power e NWOBHM são facilmente percebidas no decorrer do registro, que, afinal, pulsa o bom velho Metal sem cair em muitos dos básicos e inevitáveis clichês recorrentes ao estilo.
“Ameeron”, faixa de abertura, é um petardo – rápida e sem devaneios; “The Necromancer” é um hino que traz em si o melhor de nomes como: Helloween e Bruce Dickinson (solo), ou seja, velocidade, melodia, peso e um refrão forte, daqueles que pedem por uma plateia enérgica, insana e sedenta.
A terceira faixa, “Crow”, prima por solos e riffs bem construídos, elaborados e executados – música pra balançar a cabeça e convidar sua velha amiga, a “air guitar”, para uma nostalgia típica de “headbanger”.
Bebendo bastante da escola alemã de Power Metal, “Salt”, une o moderno ao clássico, a veia progressiva e as mudanças de andamento, criam o palco perfeito para a estória cantada/e contada por Welber. “Berenice” traz toques parnasianos à tona, com vocais que, quando sussurrados, remetem ao Coverdale e quando graves, chegam a lembrar o saudoso Peter Steele (Type O Negative). “Devil’s Ball” rompe com a calmaria anterior e mantém a qualidade e a dinâmica apresentada nas quatro primeiras faixas.
“Dunwitch” finaliza o disco com chave de ouro numa pegada à lá Judas Priest (The Metal Gods). Sua letra é baseada num conto de H. P. Lovecraft chamado “O Horror de Dunwich”. Aliás, combinação perfeita essa, Heavy Metal feito por quem gosta e entende e as estranhas e místicas visões do mestre do horror, Howard Phillips Lovecraft.
O Scream nos apresenta em seu registro de estréia um Heavy Metal honesto e bem feito, que soma mais pontos positivos do que falhas. Um disco feito por fãs apaixonados pelo estilo, para fãs também apaixonados. O Tinhoso e seu baile agradecem.
Edson do Carmo (Colaborador)





