Screamachine – “The Church of the Scream” (2023)

Screamachine - Church of the Scream
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Screamachine – “The Church of the Scream” (2023)

Frontiers Music
#HeavyMetal #Metal #ProgMetal

Para fãs de: Judas Priest, Iron Maiden, Saxon, Accept, Diamond Head, Manowar

Nota: 8,0

Metal em seu estado puro. É isso que os ítalo-romanos do “Screamachine” entregam em cada riff de seu mais novo álbum de estúdio intitulado “The Church of the Scream”.

Além dos riffs matadores de Edoardo Taddei e Paolo Campitelli (guitarras) e da voz impecável de Valerio “The Brave” Caricchio (vocais) que comandam esse petardo do Metal, os “Screamachine” são muito bem acompanhados por Francesco Bucci (baixo) e Alfonso “Fo” Corace (bateria).

A coesão da banda é sublime em todas as faixas de “The Church of the Scream”, assim como fizeram seus predecessores nos grandiosos “Priest” e “Maiden” na longínqua NWOBHM (New Wave of Britsh Heavy Metal) levantam a bandeira do Heavy Metal com guitarras marcantes, vocais expressivos, uma cozinha precisa como um relógio e refrões poderosos.

“The Church of the Scream” abre com a excelente “The Crimson Legacy” levando o ouvinte a viajar nas letras e gritar os refrões junto com a banda, já a faixa título “Church of the Scream” mantém a força dos refrões, contando com variações de andamento impactantes que dão à canção todas as cores necessárias para ser entoada por grandes públicos ao redor do mundo.

O álbum segue com “Night Asylum”, que na minha opinião é a mais oitentista entre todas as músicas do disco, que com as linhas de baixo mais claras e cadenciadas, o brilho da canção fica todo por conta da interpretação perfeita de Caricchio subindo e descendo tons dando a climática perfeita para os solos.

“Revenge Walker” tem aquele mesmo espírito de canções como “The Sentinel” do Judas Priest. “Flag of Damnation” mantém o clima no ápice mas com um andamento mais cadenciado dando liberdade para as melodias vocais e tempo para o ouvinte respirar um pouco. Mas essa “pausa” dura pouco, em “Pest Case Scenario” a banda retoma a potência inicial do álbum disparando riffs, refrões e solos até o derradeiro encerramento com a épica “The Epic of Defeat”, acamada por um daqueles coros de vozes esta música tem aquele ar de som clássico que somente os grandes de outrora fizeram um dia.

Resumindo, “The Church of the Scream” é um culto ao Heavy Metal oitentista muito bem executado e melhor que qualquer outra igreja existente por aí…

Édson Reis

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