Sense of Fear – “As The Ages Passing By…” (2018)

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Sense of Fear
 
“As The Ages Passing By…” (2018)

Rockshots Records
#HeavyMetal

Para fãs de: Judas PriestIron MaidenSaxon

Nota: 9,0

Todo fã de música pesada já teve sua fase Metal (afinal, ninguém começa nessa vida ouvindo Goregrind). Aquela fase regada a muito Iron Maiden e Judas Priest, que serve muito pra moldar o caráter do sujeito, obrigando-o a decidir se segue em frente na escala evolutiva ou se cai pelo caminho.

Eu tive a minha fase Metal, que naturalmente deixei pra trás em busca de sonoridades mais condizentes com minha personalidade, porém, o Sense of Fear me trouxe uma saudável nostalgia daquele tempo de descoberta, onde eu encontrava meu caminho, onde eu começava a escrever minha história no fantástico mundo do Rock.

Perdoem-me pelo devaneio, mas “As The Ages Passing By” tem esse poder. Que disco sensacional! Heavy Metal puro e autêntico como deve ser. Num momento onde as bandas procuram novos caminhos para se adaptarem, para evoluírem, o Sense of Fear segue o caminho oposto para resgatar o real espírito do Metal oitentista. Um disco empolgante e visceral, preocupado apenas com o peso e a melodia que seus riffs e arranjos podem criar.

“As the Ages Passing By” me transportou para o final dos 80, onde eu vasculhava as prateleiras das lojas de discos de minha cidade (as única duas existentes) à procura de capas que tivessem dragões, espadas, mulheres seminuas e crânios, pois ali eu encontraria meu refúgio. O Sense of Fear, sem inventar moda, só apareceu pra mostrar onde está a genuína essência da coisa toda.

O álbum segue um caminho muito próprio, embora tenha algum leve resquício de Thrash em algumas mudanças de andamento, além de um vocal imponente (Ilias Kytidis é o nome do sujeito) que se diferencia da maioria dos encontrados por aí (ainda bem, pois tenho aversão àqueles gritos histéricos que mais parecem uma sirene de ambulância em curto).

“Black Hole”, com aquelas palhetadas cavalgadas que são a característica matriarcal do Heavy Metal, “The Song of a Nightingale” é o momento de repouso, a calmaria envolta em uma bela balada e “Unbreached Walls” são os inevitáveis destaques e reconstituíram minha fé no Metal de raiz. Você tem a obrigação de conhecer essa banda. Tá esperando o que?

Ricardo L. Costa

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