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Sepultura – Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre/RS (21/03/2024)

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Sepultura – Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre/RS (21/03/2024)

Produção: Opinião Produtora
Assessoria: Trovoa Comunicação

Texto por Henrique Haag e Jéssica Vargas
Fotos por Billy Valdez (@billy.valdez) | Coletivo Catarse (@coletivocatarse)

Na noite do dia 21 de março de 2024, uma das maiores bandas do Brasil se apresentava no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre. O Sepultura se despede dos palcos celebrando, junto aos fãs, a sua história de 40 anos com a turnê “Celebrating Life Through Death”.

O show da banda brasileira foi anunciado em dezembro do ano passado e teve seus ingressos para a noite esgotados. Iniciando às 21h30min, a já tradicional introdução, “Polícia”, dos Titãs, começa a tocar de forma mecânica.

O vocalista Derrick Green, o guitarrista Andreas Kisser, o baixista Paulo Xisto e o novato baterista Greyson Nekrutman iniciaram o show com os clássicos “Refuse/Resist”, “Territory” e “Slave New World”, levando o público ao êxtase instantaneamente. Em seguida, a pesadíssima “Phantom Self”, do álbum de 2017, “Machine Messiah”, soma perfeitamente ao repertório do show, não deixando nada a desejar às músicas mais antigas da banda, mostrando um lado mais moderno do grupo.

“Dusted” e “Attitude”, do famoso álbum “Roots”, de 1996, mantém o clima da apresentação da banda lá no alto, que segue com a poderosa “Kairos”, música do álbum de mesmo nome, o único com a participação do baterista Jean Dolabella, que atualmente toca com a cantora Pitty.

Falando em baterista, a saída repentina de Eloy Casagrande fez com que a banda trouxesse o jovem americano Greyson, de apenas 21 anos de idade, para a tarefa nada fácil de executar as músicas de todas as épocas do Sepultura. Em um breve intervalo do show, Andreas, ainda fez uma brincadeira com o nome do menino, chamando-o de “Seu Creysson (agora com équio!)”, referência direta ao personagem do finado programa “Casseta e Planeta”. A música “Means to an End”, do último álbum de inéditas, “Quadra”, inicia e mostra que o jovem fez o tema de casa, já que a música é bem complexa.

A mescla do repertório segue, agora com a tribal “Cut-Throat”, do “Roots”, o violão e o peso épico de “Guardians of Earth”, do “Quadra”, e a pesadíssima e rápida “Mind War”, do “Roorback”, de 2003.

Em seguida, “False” é tocada, sendo a única do álbum “Dante XXI”, em que a banda se inspirou na obra italiana “Divina Comédia”, cujo personagem principal percorre os nove círculos do inferno em busca de sua amada.

“Choke”, do “Against”, de 1998, primeiro trabalho de Derrick com a banda, faz parecer que o show estava passando muito rápido, tamanho os sucessos que o grupo executou, praticamente sem parar. “Escape to the Void”, do segundo trabalho da banda, o magistral “Schizophrenia” (1987), e o violão e a batucada de “Kaiowas”, do “Chaos A.D.”, começam a preparar o público para o final do show, sucessos seguidos pelos hinos “Sepulnation”, “Biotech Is Godzilla”, a diferentona “Agony of Defeat” (“Quadra”) e as clássicas “Troops of Doom” (mais velha que o Paulo, de acordo com o Andreas), “Inner Self” e “Arise”. Após um breve intervalo, o Sepultura encerra o show com “Ratamahatta” e, claro, “Roots Bloody Roots”, ambas do álbum que mais tem influências da música brasileira.

Foi um excelente show, completamente lotado de público, com som e iluminação impecáveis, execuções na risca, e mesmo sendo parte da turnê de despedida, esse sentimento de “tristeza” não era visto nos rostos dos músicos, pois estavam ali não se despedindo, mas sim celebrando tudo que conquistaram.

Como de costume, a banda se despede do público gaúcho ao som de “Easy Lover”, de Phil Collins e Philip Bailey, mesma música que encerrou o show da banda em 2022. Com certeza, o Sepultura deixará saudades!

Setlist:

(Intro) Polícia (Titãs)
Refuse/Resist
Territory
Slave New World
Phantom Self
Dusted
Attitude
Kairos
Means to an End
Cut-Throat
Guardians of Earth
Mind War
False
Choke
Escape to the Void
Kaiowas
Sepulnation
Biotech Is Godzilla
Agony of Defeat
Troops of Doom
Inner Self
Arise
Ratamahatta
Roots Bloody Roots

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