
Seventh Wonder – “Tiara” (2018)
Frontiers Music
#ProgMetal
Para fãs de: Kamelot, Symphony X, TEN/Gary Hughes , Avantasia
Nota: 9,5
O último disco da banda de metal progressivo Seventh Wonder datava de 2010, e “The Great Escape” era seu título. Nesses oito anos de espera, a banda sueca participou do renomado festival ProgPower, que rendeu o ao vivo “Welcome to Atlanta”, e experimentou mais uma mudança no line up com a entrada de Stefan Norgren no lugar de Johnny Sandin.
Mas nem tempo, nem mudanças de formação alteraram consideravelmente a sonoridade da banda liderada desde 2000 pelo baixista Andreas Blomqvist e o guitarrista Johan Liefvendahl. “Tiara”, quinto álbum de estúdio, está, de fato, entre os melhores de sua discografia, duelando com “Waiting in the Wings” (2006) e “Mercy Falls” (2008).
Existe nestas composições aquela vibração melódica do Ten, bem como remissões ao Dream Theater, principalmente nos vocais de Tommy Karevik, um vocalista não tão ousado, mas cumprindo seu papel com extrema competência e com um alcance vocal que impressiona. Quem acompanha seu trabalho no Kamelot poderá perceber que no Seventh Wonder ele soa mais solto, até nos exageros e nos clichês.
O ponto mais positivo de “Tiara” é a união equilibrada de técnica apurada e grandiloquência melódica do Hard Rock no instrumental coeso e sem arestas, como poucas bandas do gênero conseguem equalizar, por sempre penderem para um dos dois predicados.
Os refrões estão cativantes ao extremo e os teclados ajudam nos climas envolventes, enquanto guitarra, bateria e baixo se encarregam do preciosismo progressivo num entrelaçamento que impressiona tanto que destacar uma faixa seria até injustiça. Ok! “Beyond Today (Farewell Pt. 3)” é uma leve escorregada, mas, no geral, “Tiara” é um dos discos progressivos mais cativantes do ano!
Marcelo Lopes Vieira





