Sign Of The Wolf – “Sign Of The Wolf” (2025)

Sign Of The Wolf
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Sign Of The Wolf – “Sign Of The Wolf” (2025)

Escape Music Ltd
#ClassicRock #70s #HardRock
Para fãs de: Dio, Rainbow, Black Sabbath, Whitesnake

Texto por João Paulo Gomes

Nota: 10

O que esperar de músicos talentosíssimos como Tony Carey (teclados – Dio, Rainbow), Vinny Appice (bateria – Black Sabbath, Dio, Heaven & Hell), Chuck Wright (baixo – Quiet Riot, House of Lords, Giuffria), Doug Aldrich (guitarras – Dio, Whitesnake, The Dead Daisies), Steve Mann (guitarras e teclados – Lionheart, MSG, Eloy), Mark Mangold (teclados – Touch, Drive, She Said, Flesh & Blood), Johan Kullberg (bateria – Hammerfall, Therion), Andrew Freeman (vocais – Last In Line, Devil’s Hand, Lynch Mob) e Mark Boals (baixo e vocais de apoio – Yngwie Malmsteen’s Rising Force, Dokken, Ring Of Fire)?

Esse é o timaço recrutado para dar vida à visão de Bruce Mee, cofundador da extinta Now And Then Records e produtor executivo da Fireworks Magazine. Ele coescreveu a maioria das músicas com Fredrik Folkare (Eclipse, Unleashed, Firecracker), que, além de tocar guitarra, também assina a mixagem e masterização do álbum.

Produzido por Khalil Turk (proprietário da Escape Music), este projeto ambicioso evoca o som épico e glorioso do Hard Rock do fim dos anos 70 e início dos anos 80, mas com uma abordagem moderna. Em outras palavras, o conceito sonoro de “Sign Of The Wolf” é puro êxtase.

Há, naturalmente, um clima de nostalgia pela homenagem aos grandes nomes da época, especialmente a Dio. Porém, o álbum se recusa a soar como um mero tributo. Ele apresenta músicos excepcionais, composições cativantes, letras consistentes, vocais potentes, guitarras intensas e uma produção robusta — provando que qualquer pensamento contrário está completamente equivocado.

Entre os músicos, destacam-se a guitarra incendiária de Doug Aldrich, que ruge do início ao fim; a poderosa seção rítmica de Vinny Appice e Chuck Wright, que impulsiona as faixas; os teclados climáticos e impressionantes de Tony Carey e Mark Mangold, que dão contexto à jornada; e os vocais arrebatadores de Andrew Freeman, um espetáculo à parte. Essa junção de talentos resulta em um quebra-cabeça perfeito, que revive a magia de uma era lendária em 2025.

Vale ressaltar que, ao embarcar nesta aventura, o ouvinte deve estar ciente: ele se tornará a presa, e as canções, uma criatura vil e faminta, com um instinto assassino que o perseguirá durante toda a jornada.

Para não ser devorado de imediato, o ouvinte busca refúgio nas sombras. Mas, quanto mais tenta se esconder daquele olhar hipnótico, mais o lobo avança sorrateiro e faminto. A cada passo calculado, ele revela em seus movimentos silenciosos uma fúria prestes a explodir.

A grandiosa, sombria e sinistra abertura “The Last Unicorn” já deixa claro que a criatura demoníaca não está para brincadeira. É palpável o crescimento de sua ira. Nesse cenário aterrorizante, o ouvinte segue sendo atacado pela energética e ousada “Arbeit Macht Frei” (o trabalho liberta), que se posiciona contra o nazismo e seus campos de concentração; pela brilhante e taquicárdica “Still Me”; e pela fúria implacável de “Silent Killer”, elevando cada vez mais a tensão do confronto. Neste ponto, qualquer arrependimento é inútil!

A clássica e majestosa “Rainbows End” demonstra o quanto a besta é insaciável, enquanto a magnífica “Rage Of Angels”, coescrita por Mee e Steve Morris (Heartland, Lone Rider), não apenas comprova que ainda se faz música como antigamente, mas também mostra como essa criatura diabólica atrai cada vez mais sua presa para a armadilha.

A poderosa “Murder At Midnight”, com seu título emblemático, e a intensa “Bouncing Betty” iniciam o confronto final. Sem para onde correr, o ouvinte é cercado pela criatura, que o fere gravemente — mas ainda o deixa escapar para prolongar a diversão. Uma febre intensa o consome enquanto o lobo o encurrala em sua própria mente.

A épica e impressionante faixa-título, que reúne todos os elementos que transformam uma canção em algo memorável, encerra o álbum em grande estilo. O ouvinte se rende diante da fúria do animal dantesco. Num bote fatal, ele crava suas garras e dentes na presa indefesa. Paradoxalmente, naquele instante final, não há medo nem sofrimento — apenas a certeza de que toda essa aventura valeu a pena e merece ser vivida muitas, muitas vezes. Álbum do ano!

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