Sinner – “Tequila Suicide” (2017)
AFM Records
Nota: 8,0
E o incansável Matt Sinner, mais conhecido como baixista do Primal Fear, lança o décimo oitavo álbum do Sinner, “Tequila Suicide”, o qual também produziu em parceria com Dennis Ward, conseguindo revigorar o tradicional Hard Rock germânico da banda.
Para este trabalho, Matt renovou a formação em relação ao álbum anterior, abdicando das três guitarras, se cercando de músicos experientes e de habilidade técnica inquestionável, caprichando ainda mais nos convidados que, dentre outros, traz Ricky Warwick (Black Star Riders) e Gus G. (Ozzy Osbourne, Firewind).
Todavia, não espere nada de novo! A alma do Sinner está em Matt, que sempre foi o fio condutor da sua “filosofia” roqueira ao longo dos anos.
Sendo assim, temos uma linguagem musical simples, incendiada por guitarras ora mais Heavy Metal, ora mais melódica, com muita força e adrenalina Hard Rock.
E neste sentido as linhas desfiladas pela dupla de guitarristas, Tom Naumann e Alex Scholpp, são as responsáveis por dinamizar e oxigenar as composições, revitalizando a proposta e não deixando-a datada.
Pra mim, o único porém na abordagem do Sinner sempre foi o vocal, que nunca conseguiu me agradar por parecer levemente deslocado de seu contexto estílico, mas sem que isso seja um problema para o resultado final deste álbum em questão. Se a voz de Matt Sinner nunca foi um problema pra você, fique tranquilo que não se tornará agora.
Por fim, dentre as dez faixas que completam o tracklist oficial, indubitavelmente, são destaques “Tequila Suicide” (com um “q” de Thin Lizzy nas guitarras), “Dragons” (com uma letra impagável e muito bem sacada), “Battle Hill” (com inspiração folk lembrando Gary Moore e Thin Lizzy) e “Sinner Blues” (uma exploração do Blues aos moldes do Sinner).
Potencialmente, “Tequila Suicide” é o melhor dos últimos três álbuns do Sinner, principalmente no que tange a produção.
Marcelo Lopes Vieira





