
Slaughter Messiah – “Cursed to the Pyre” (2020)
High Roller Records
#ThrashMetal, #BlackMetal
Para fãs de: Kreator (antigo), Sodom, Suicidal Angels, Destruction
Nota: 8,0
Após de três EPs que obtiveram boa repercussão no underground, o grupo belga Slaughter Messiah lança seu primeiro álbum pela High Roller Records. Fortemente influenciado pelo Thrash Metal germânico, principalmente pela “santíssima trindade” — Kreator, Sodom e Destruction —, o grupo incorpora elementos mais atuais sem permitir que isso interfira na sonoridade crua e agressiva apresentada em seu trabalho. Prova disso são os vocais que trazem consigo toda a raiva e brutalidade que Mille Petrozza, Schmier e Tom Angelripper faziam nos primórdios e que contrastam com as guitarras mais melódicas — em alguns momentos, e, vejam bem, melódicas dentro do estilo do grupo —, mostrando que, apesar da forte influência, o quarteto possui personalidade.
“From the Tomb Into the Void” abre o álbum com as guitarras criando uma expectativa de que teremos um Thrash mais técnico e trabalhado, mas logo levamos aquela bordoada no ouvido, com a bateria bate-estaca, pesada e direta, enquanto os vocais nos trazem um misto de Mille e Schmier, principalmente nos agudos — algo parecido com o característico “Curse the Góóóóóóds” —, o que é bastante recorrente durante todo o trabalho. Mas percebe-se que a banda é bem mais do que isso em “Mutilated by Dephts”, onde as guitarras se aproximam do Black Metal de forma comedida, criando uma atmosfera sombria que se alia a agressividade dos riffs. “Pouring Chaos” tem uma pegada mais Thrash old school, enquanto “Hideous Affliction” traz a linha Thrash/Black de volta para os holofotes.
Outro bom momento é “Descending to Black Fire”, mais cadenciada, com ótimos riffs e baixo e bateria marcados e cujo andamento vai acelerando progressivamente; assim como “The Hammer of Ghouls”, que começa sombria e densa, mas vai crescendo e ganhando ainda mais peso e agressividade.
Em seu álbum de estreia, o Slaughter Messiah busca atingir maturidade e por consequência, um maior reconhecimento. Sua música brutal e violenta garante ao grupo o ingresso no mundo metálico. Só resta saber se irá permanecer por muito tempo…
Sergiomar Menezes





