Smoulder – “Times Of Obscene Evil And Wild Daring” (2019)

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Smoulder
 
“Times Of Obscene Evil And Wild Daring” (2019)

Cruz Del Sur Music
#EpicDoomMetal#PowerMetal

Para fãs de: GatekeeperIn Aevum Agere,HeathendomMemory Garden

Nota: 9,0

De lento, o Doom Metal só tem a fama (que nem sempre é regra), a produção de discos é intensa e ininterrupta, o surgimento de novas bandas também, como também o retorno de nomes jurássicos e importantíssimos para o mesmo. Sendo assim, é humanamente impossível (e olha que eu tento), acompanhar todos os lançamentos e novidades, mas devido ao volume absurdo de tudo que é produzido, vez ou outra algum nome ou bom disco acabam por passar despercebidos.Foi assim com o canadense Smoulder, que debutou ano passado com a excelente demo, “The Sword Woman”, e que chega agora com seu primeiro álbum oficial, “Times Of Obscene Evil And Wild Daring”.
Olhando para a capa, dois nomes vem de imediato à cabeça, Manilla Road e Cirith Ungol e acredite, esses nomes vão além da capa e chegam ao som, um combo perfeito e exato formado pela majestade do Epic Heavy, o peso imponente e robusto do Doom e a técnica arquitetônica do Power Metal. Claro que há alguns clichês, mas nada a ponto de ser caricato, pois o Smoulder tem presença e personalidade própria, a começar pela voz poderosa de Sarah Ann, herdeira direta da potência e interpretação de deuses como Ronnie James Dio, Messiah Marcolin e Robert Lowe. O restante da banda também é digno de nota, entrosados e afiados, seja nas bases sólidas que criam, como também nos riffs e solos criativos, e nas viradas bem colocadas de bateria.

A escolha de “Ilian Of Garathorm” para abrir o álbum foi sábia, nela, estão todos os ingredientes principais do som do Smoulder; bateria cavalgada, riffs certeiros, um refrão que pede punhos cerrados para alto e um solo meticuloso, nada exagerado, no ponto. “The Sword Woman”, já conhecida pela demo, traz o peso do Epic Doom ao álbum e caberia com exatidão em qualquer álbum do Solitude Aeturnus, impecável. “Bastard Steel” é Power Metal puro, quase que uma atualização do Helloween (“Walls Of Jericho”/”Keepers 1 & 2”).

“Voyage Of The Sunchaser” e “Shadowy Sisterhood”, seguem com a dinâmica do disco, intercalando momentos velozes com outros mais cadenciados. “Black God’s Kiss” fecha o disco de maneira soberba, digna do Candlemass fase “Monge Marcolino”, 9 minutos do mais puro Doom Metal, épica em toda sua plenitude.

“Times Of Obscene Evil And Wild Daring” é um disco feito para cair nas graças dos fãs do “velho” Metal e também conquistar essa nova base de jovens carentes por algo mais verdadeiro, como também coloca o Epic Doom no seu devido lugar na hierarquia, ou seja, no topo!

Fábio Miloch

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