Sodom – “Genesis XIX” (2020)

Genesis-XIX
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Sodom“Genesis XIX” (2020)
Steamhammer Records | Shinigami Records
#ThrashMetal

Para fãs de: Kreator, Destruction

Nota: 8,5

O tão esperado disco dos pioneiros do Thrash Metal alemão finalmente chegou. Depois de criar uma extensa e gloriosa carreira no underground mundial, o Sodom (agora como quarteto!) não desperdiça o talento adquirido em quase quarenta anos de carreira e demonstra que pode SIM se adaptar ao Thrash contemporâneo sem nunca perder as raízes “sujas”. Se olharmos para trás, vemos que Tom Angelripper (baixo/vocais) e banda cravaram seus clássicos em tempos diferentes e, ao mesmo tempo, se dedicaram em honrar o nome do Thrash alemão com composições instigantes e até mesmo transgressoras. Neste seu décimo sexto álbum de estúdio, não poderia ser diferente. Vamos a ele.

Depois das alterações ocorridas na banda após o excelente disco “Decision Day (2016)”, pude perceber que a criatividade das composições atingiram um outro patamar onde, no bom sentido, buscou-se trabalhar mais a parte instrumental em longa duração, como pôde ser verificado em algumas faixas deste novo disco. Em vista desta observação, “Genesis XIX” é um disco impetuoso desde a sua primeira faixa, onde intercala com maestria a agressividade e sujeira dos vocais de Tom com a furiosa técnica dos integrantes recém empossados.

Por outro lado, e isso pecou bastante pelo excesso, esse novo trabalho possui trechos que, até certo ponto, enrolam bastante o ouvinte de maneira a recair no excelente disco “In War And Pieces (2010)” e toda a sua essência. Sim, o disco possui riffs diretos e altamente sustentáveis para as novas composições mas, a meu ver, é um disco que tenta te conquistar na base do cansaço das faixas longas e na “sujeira” moderada das faixas menores. Falando num português mais claro e direto, “Genesis XIX” não será daqueles discos da discografia que escutaremos pelo prazer da obra como em “Persecution Mania (1987)” e “Agent Orange (1989)”, mas sim que escutaremos para “dissecá-lo” faixa por faixa.

É inegável a genialidade dos caras em trazer material novo e aperfeiçoado conforme o passar dos anos, mas num foi dessa vez que colocamos mais um clássico do Sodom na estante, e sim, mais um ótimo álbum de transição e fora do conceito de “Witching Metal”, como também visto no anterior.

De qualquer forma, Sodom é Sodom e isso significa muita coisa. Não deixem de conferir mais esse grandioso trabalho do quarteto alemão, que vai sair no Brasil via Shinigami Records! Recomendo e muito!

Aldemar Ferreira

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