
Harlott – “Detritus of the final Age” (2020)
Metal Blade Records
#ThrashMetal, #SpeedMetal, #Metal
Para fãs de: Kreator, Exodus, Slayer
Nota: 8,5
O Thrash Metal nos trouxe bons lançamentos em 2020, como foi o caso dos californianos do Warbringern, em seu recente trabalho “Weapons of Tomorrow”. O grande Testament, também fez bonito em seu elogiado “Titans of Creation”. Sendo assim, os australianos do HARLOTT resolveram não deixar o padrão cair e nos brindam com mais um ótimo álbum neste ano. Mais maduro e menos linear que seu trabalho anterior, o atual “Detritus of the Final Age”, lançado pela Metal Blade Records, traz um Thrash violento, embora flerte, em certos momentos, com outros estilos dentro do Heavy Metal.
A banda foi formada em 2006 em Melbourne, na Austrália. Cinco anos depois, a banda lançaria dois EPs, “Virus” (2011) e “None” (2012). Seus álbuns completos de estúdio vieram a seguir: “Origin” (2013), “Proliferation” (2015) e “Extinction” (2017). A consistência musical da banda ao longo do tempo, além de notoriedade entre os fãs de Thrash, trouxe também bastante expectativa para o lançamento de “Detritus of the Final Age”. Após algumas alterações de formação, Harlott, atualmente, conta com Andrew Hudson (vocal, guitarra), Tom Richards (baixo, backing vocals), Leigh Bartley (guitarra) e Glen Trayhern (bateria).
O álbum abre com “As We Breach”, demonstrando um Thrash poderosíssimo. Facilmente, se percebem as influências de Slayer. É impossível que, após algumas poucas audições, esta faixa não se aposse de seu cérebro fazendo-o chacoalhar involuntariamente. Esforcei-me aqui para não cometer um exagero; juro. A excelente “Bring on the War” segue uma linha mais cadenciada e possui um refrão forte, mais associado ao Heavy em sua estrutura de composição. Já a “Detritus of the Final Age” une a selvageria e a técnica de nomes como Kreator e Exodus, muito embora, a banda possua personalidade suficiente para separá-la da multidão. A faixa “Grief” começa arrastada e, à medida que a música segue o seu fluxo, algo me diz que a voz do falecido Lemmy (Motorhead) se encaixaria perfeitamente por aqui. De fato, é uma canção bem diferente das outras neste álbum. Para fechar, a música “The Time To Kill is Now” também merece ser citada. É um cover de umas das maiores bandas de Death Metal que existem – ninguém menos que o Cannibal Corpse. O Harlott colocou muita energia em sua versão. Sim, foi visceral e, de certa forma, bem punk até. Mas, quando você ouve a criação original, nos dá a sensação de que faltou “alguma coisa” no cover. Não que a banda tivesse a intenção de superar o que o Cannibal Corpse fez. Considerar isto é apenas uma conjectura, obviamente. No entanto, caso fosse esse o desejo, o grupo não teria conseguido o intento na oportunidade.
No geral, é um álbum bem acima da média e demonstra porque o Harlott é uma das bandas de Thrash Metal mais empolgantes da nossa era. Concluímos que o Harlott, em seu quarto álbum de estúdio, nos demonstra, definitivamente, que a “terra dos cangurus” também produz Thrash Metal de extrema qualidade.
André Nasser





