Sodom – “The Arsonist” (2025)

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Sodom – “The Arsonist” (2025)

Steamhammer Records
#ThrashMetal

Para fãs de: Destruction, Slayer, Motörhead, Kreator

Texto por Lucas David 

Nota: 10

Já se passaram muitos anos e muitos discos, mas as lendas do Thrash Metal alemão continuam em forma, com uma coleção de riffs sendo atirados como granadas enquanto falam de guerra. The Arsonist é a mais nova pedrada do Sodom que atinge em cheio o ouvinte, vinda de uma banda que, depois de mais de quarenta anos de carreira, está muito diferente daquela que começou em 1982 — e não apenas em termos de composição. O entusiasmo cru e juvenil dos primeiros anos foi substituído há muito tempo por maturidade e experiência.

O novo disco da banda funciona como uma blitzkrieg de Thrash Metal capaz de dizimar cidades inteiras, com cada integrante fazendo um trabalho incrível e com o pé fincado no acelerador. É algo a se destacar — não só por eles, mas também por outras bandas com tantos anos de estrada — já que o fôlego e a pegada necessários para se fazer um álbum tão pesado e agressivo não são encontrados em muitas bandas mais novas.

Após a introdução homônima definir o cenário, temos “Battle Of Harvest Moon”, uma música sobre uma operação militar ocorrida no Vale de Quế Sơn durante a Guerra do Vietnã. Riffs arrasadores e ótimos solos de guitarra cobrem tudo como napalm, soando como se “War Ensemble” e “Mandatory Suicide”, do Slayer, tivessem sido convocadas para o recrutamento.

“Trigger Discipline” continua no mesmo caminho do Slayer, com o vocalista Tom Angelripper lembrando Tom Araya em seus vocais, em uma avalanche destruidora sobre um atirador de elite que perde completamente o controle e começa a disparar aleatoriamente contra civis. “The Spirits That I Called” apresenta um ótimo trabalho de guitarra de Frank Blackfire e Yorck Segatz, com o riff principal sujo e pesado como manda a cartilha. “Witchhunter” chega como um tanque a toda velocidade, servindo como homenagem ao falecido baterista da banda, Christian “Witchhunter” Dudek, com Toni Merkel deixando seu antecessor orgulhoso ao entregar um trabalho incrível atrás do kit.

“Scavenger” tem um groove arrastado, perfeito para bater cabeça, sustentado por uma melodia de guitarra sombria, enquanto “Gun Without Groom” e “Sane Insanity” são mais simples e diretas, porém eficazes.

“Twilight Void” soa como “Dead Skin Mask”, do Slayer, com toques de (veja só) “Cirice”, do Ghost, e “Return To God In Parts” encerra o disco com um estilo selvagem.

É notável a participação dos quatro integrantes no álbum, com a banda adotando uma abordagem mais old school, mas aliada à modernidade, deixando tudo claro e audível sem prejudicar a sujeira e a agressividade. Com uma arte incrível na capa, assinada pelo artista polonês Zbigniew M. Bielak (Ghost, Mayhem), “The Arsonist” é um clássico moderno do Sodom, que vai além de Slayer e Motörhead, apresentando uma banda afiada e totalmente letal.

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