
Tandra – “Time And Eternity” (2019)
Independente
#FolkMetal, #MelodicDeathMetal, #ExtremeMetal
Para fãs de: Eluveitie, Holy Blood, Korpiklaani
Nota: 10
Nada melhor do que, depois de um dia puxado de trabalho você poder parar pra ouvir música. Óbvio que você pode (e deve) ouvir música durante o seu dia laboral, mas poder sentar e apreciar minuciosamente a música, tal como um sommelier, mesmo que raro nos corridos dias atuais é extremamente benéfico. E só melhora quando o que ouvimos é um material de qualidade, não é?
Mas seja em dias agitados ou calmos, ouvir o disco “Time And Eternity” da banda curitibana Tandra sempre será algo gratificante. Unindo folk metal com metal extremo, o sexteto mostra maturidade e profissionalismo que grandes nomes por ai nem sonham em ter, e tudo isso tendo cerca de 2 anos de atividades e tendo este como primeiro registro completo (precedido de alguns singles).
Caso já seja iniciado no que bandas como Korpiklaani fazem, vai estar ciente de que acordeom, flauta e aquele clima de farra alcoólica permeia as faixas “Open The Bar” e “The Forest Dance”.
Mas não há só “festinha” em “Time and Eternity” e podemos notar isso na abertura e encerramento do disco, já que “The Summoning To The New Age” e Tears Of Sorrow” vão além de serem apenas introdução e fechamento. O clima nórdico proporcionado por essas peças instrumentais norteia bem o ouvinte e o situa no meio de gélidas paisagens. Não é algo forçado ou “pago” para parecer que você é descendente de Odin perdido nos trópicos. Não tem nada de “tupiniviking”, a inserção épica é real e corroborada pelas faixas restantes do disco, no qual preciso citar “Thunder’s Calling” e “Winter Days”, bem calcada no metal extremo, com um refrão pra ser cantado a plenos pulmões e que mesmo beirando os nove minutos de duração, não fatiga o ouvinte.
Com produção e arranjos primorosos, o Tandra nos entrega um disco que facilmente deixará quem o ouve de queixo caído, garantindo o seu lugar não apenas entre os melhores do ano mas também como um dos discos primordiais do estilo lançados no Brasil, além de ser um cartão de visitas para o mundo.
Além do obrigatório, é necessário ouvir esse disco!
Márllon Matos





