Tchandala – “Resilience” (2017)

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Tchandala
 – “Resilience” (2017)

Independente
#PowerMetal

Para fãs de: Judas PriestPrimal Fear

Nota: 9,0

Impressionante o número de bandas brasileiras fazendo Heavy Metal no mais alto nível. Se fizermos uma audição cega do álbum, sem saber qual a banda está tocando, não é muito difícil de ter a impressão de estarmos ouvindo uma das inúmeras bandas da atual safra europeia de metal, tamanha a maturidade, consistência e brilhantismo técnico aqui demonstrado em praticamente todas as 12 faixas deste que é o 3º trabalho desta banda vinda diretamente de Aracaju/SE. Não bastasse a excelente qualidade da gravação, a bela capa e arte gráfica do encarte, somos presenteados com participações especiais de gente do quilate de Tim “Ripper” Owens (ex-Judas Priest/Iced Earth) e Iuri Sanson (ex-Hibria).

Apesar de ser álbum puramente Power Metal, temos aqui andamentos pra todos os gostos; “The Flame” dá o pontapé inicial com um refrão e solo simplesmente impecáveis; “Valley of Greed” é uma das melhores e Iuri Sanson mostra que não cantou apenas para participar, e sim, para cravar sua participação à grande estilo, “Flatland” é repleta de riffs muito bem encaixados e tem uma levada de bateria realmente vibrante e como não citar a porrada “Caesar”, em que Tim “Ripper” Owens mostra mais uma vez pra quem quiser (ou não) ouvir, que é um dos maiores vocalistas de Heavy Metal de todos os tempos.

Guitarras afiadas, boas letras, cozinha entrosada, tudo o que bom headbanger gosta de ouvir aqui tem de sobra. O álbum só não leva uma nota maior devido as dispensáveis “Lamento do Velho Chico” e a versão acústica de “Echoes Through the Fourth Dimension” que destoam de tudo o que falamos até aqui.

Quem curte aquela veia Power tradicional, não pode deixar de conferir esse grande lançamento, feito com profissionalismo, personalidade própria e uma garra típica do brasileiro que não desiste de seus sonhos. Que a banda atinja o patamar que merece estar, já que talento não falta a esses sergipanos. Para ouvir no volume máximo!

Mauro Antunes

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