The Dark Element – “Songs The Night Sings” (2019)

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The Dark Element – “Songs The Night Sings” (2019)
Frontiers Music | Shinigami Records
#SymphonicMetal#PowerMetal

Para fãs de: Nightwish , XandriaCelesty

Nota: 9,0

“Eu sempre serei um monstro, mas não mais o seu monstro”. A frase pinçada do refrão de “Not Your Monster”, música que abre os trabalhos de “Songs The Night Sings”, o segundo disco do The Dark Element, poderia passar em branco se não fosse quem fosse a dupla por trás da coisa toda: Jani Liimatainen, o guitarrista ex-Sonata Arctica que se afastou do Power Metal e agradou muita gente nessa nova empreitada; e Anette Olzon, a segunda mais famosa ex-vocalista do Nightwish, que se não nutre desavenças com os finlandeses, também não cai de amores. Sendo agora o “monstro” um do outro, a dupla entregou um disco gostoso de se ouvir, com belas faixas como a música que dá nome ao trabalho. Esta, com um quê sinfônico na introdução e Jani fazendo a segunda coisa que mais sabe fazer: ótimos back vocals (a primeira, é claro, é tocar guitarra).

Continuando as 11 faixas, “When It All Comes Down” incrementa com mais peso e segue a linha sinfônica. Por fim, o The Dark Element é um Symphonic Metal sem todos aqueles penduricalhos de coros, longas passagens instrumentais, narrações etc. É direto ao ponto, como foi no primeiro disco. O problema é que isso pode soar às vezes um pouco repetitivo, mas no geral não é o que acontece. O clima é alto-astral, com timbres brilhantes de teclado, melodias “fofinhas” e Jani fritando de menos e colocando o lado emotivo demais. Uma fora da curva é “Pills On My Pillow” (riff lembra “She Is My Sin, do Nightwish), pelo menos no quesito letra, parece tratar de doenças psíquicas como a depressão (mas o instrumental continua feliz e pulsante).

No meio do tracklist, a balada “To Whatever Ends” mostra o lado mais sensível da dupla, com uma melodia bonita e aquela crescente que toda balada sempre finaliza. O disco ainda reserva boas músicas na segunda metade, como “Get Out Of My Head” e “I Have To Go” (“Slow Love Slow 2.0?). A fórmula que apareceu no primeiro disco dava sinais claros de que se esgotaria em “Songs The Night Sings”, mas o que vimos foi uma virada de mesa das boas e, no fim, quem apostou na dupla acabou vendo suas expectativas se confirmar. No fim das contas, a Jani e Anette não precisam se considerar mais renegados e sim revitalizados e prontos para brilhar.

Gustavo Maiato

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