Thrasherwolf – “We Are Revolution” (2020)

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Thrasherwolf“We Are Revolution” (2020)
Independente
#ThrashMetal, #SpeedMetal, #Metal

Para fãs de: Kreator, Xentrix, Exodus

Nota: 8,0

A banda Thrasherwolf foi concebida em 2016 e veio a lançar o seu primeiro EP, “Blood Moon”, após dois anos de sua formação. Após várias aparições nos circuitos undergrounds de Londres, a banda aprimorou suas qualidades e habilidades técnicas para, enfim, lançar em 2020 o seu álbum de estreia, “We Are Revolution”. A formação atual do quarteto conta com Daniel Lucas (vocal e guitarra), Jack Saunders (guitarra), Alex Mitsis (baixo) e Billy Lucas (bateria). Trata-se de um grupo bem jovem, ainda com jeito de pós-adolescentes e cheios de energia. Neste álbum, demonstram muita disposição para “meter o pé na porta” e “marcarem o seu território”.

“We Are Revolution” começa ao som de uma grande assembleia organizada com o propósito de fazer resistência ao governo opressor; ao fim, metralhadoras disparam contra os inimigos até o silêncio se impor acima da gritaria. Em seguida, temos “War”, uma canção bastante longa. Quais seriam as outras bandas com tamanha ousadia de apresentar, em um álbum de estreia, uma música de onze minutos e meio? Esta faixa, em forma de grito de guerra, nos aproxima das diversas influências da banda, como Xentrix e Nuclear Assault. Já “The Vortex” é um baita rifferama Old School que traz referências como Kreator e Sepultura, em seu início de carreira. Música nervosa, daquelas que te incita a ‘bangear’ insanamente. Considero que esta música, de fato, foi uma boa escolha como single. Em faixas como “Vermillion Steel” e “The Pack”, percebemos a habitual selvageria e agressividade, mas, em “Ruin”, a banda mostra uma outra faceta. A letra da música nos convida à reflexão, a dinâmica está mais cadenciada e o trampo de guitarras demonstra-se plenamente afiado. As harmonias de voz e de cordas, vez ou outra, parecem ter sido extraídas ora do “Master of Pupets”, ora do “Black Album”, ambos do Metallica. Não posso deixar de destacar “Blood Moon” que possui uma sequência de riffs tão matadores, quanto brutais. Nesta faixa, a banda se mostra, definitivamente, mais próxima do estilo Bay Area de se fazer Thrash Metal.

É importante dizer que a produção do “We are Revolution” soa bastante básica. Ainda que o possível objetivo da Thrasherwolf tenha sido aparentar certo grau de pujança e crueza em sua roupagem, a produção é um aspecto que merece ser citado. Talvez, este fato torne o trabalho da banda ainda mais instigante por parecer ligeiramente despretensioso. Este também é um álbum, no mínimo, inusitado, pois, várias músicas ultrapassam a marca dos seis minutos. Tomando como exemplo a faixa “War”, que citamos anteriormente, não é usual que bandas com o mesmo alinhamento musical tenham composições tão extensas.

O que ouvimos neste trabalho de estreia do Thrasherwolf é uma sonoridade própria daquele estilo que viveu um excelente momento no final da década de 1980: guitarras ríspidas e cortantes, bateria que se comporta como um motor a diesel em alta rotação e letras que abordam problemas sociais e que repudiam o rígido controle do Estado. Não há dúvidas que Thrasherwolf veio para oxigenar o Thrash Metal no Reino Unido, dando continuação ao bom trabalho já realizado pelos seus conterrâneos Xentrix e Onslaught. Se você almeja um vigoroso Thrash Metal à moda antiga, revigorado e com atitude, escute sem receios.

André Nasser

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