To The Grave – “Director’s Cut” (2023)

To The Grave - Directors Cuts
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To The Grave – “Director’s Cut” (2023)

Unique Leader Records
#Deathcore

Para fãs de: Lorna Shore, Chelsea Grin, Left To Suffer, Signs of The Swarm

Nota: 10

O To The Grave apareceu na cena Deathcore há alguns anos, e tem sido os favoritos do gênero, mesmo não tendo alcançado o auge que alguns outros nomes conseguiram. Com suas letras geralmente falando sobre o tratamento brutal que os animais sofrem e na destruição contínua do mundo pelos humanos, os australianos criaram uma trilha sonora perfeita para todos esses acontecimentos.

“Director’s Cut” baseia-se em seus trabalhos anteriores, mas desta vez expandindo o som. Enquanto as músicas anteriores apresentavam apenas alguns momentos de alívio, nesse álbum a banda permitiu que as faixas pudessem respirar por um período maior, pouco antes de forçá-las de volta ao desespero. Apostando mais no groove, “Director’s Cut” acaba sendo o melhor disco da banda até hoje.

A primeira faixa, “Warning Shot” é exatamente isso. A princípio, ela começa ameaçadora antes de atingir com tudo sua cara. A banda quer que você saiba que não está seguro daqui para frente. Na sequência “Red Dot Sight” vai para o lado mais Hardcore da banda enquanto mantém a sujeira do Deathcore. Mesmo que os caras da banda sejam veganos, há muita carne aqui.

Já “Full Sequence” chega torcendo todos os membros do seu corpo, enquanto se aproxima do final e traz uma força e rapidez doentia, mas que deixa você feliz de ouvir. Os vocais de Dane Evans são incríveis e ele se apresenta como um dos melhores dentro do gênero, fazendo você se questionar, ao ouvir a música, se deve abrir os olhos para vê-lo gritar e convencer você a mudar seus hábitos. Mantendo o nível bem alto, “Protest & Server” apresenta riffs contagiantes e um ótimo solo, e certamente será colocada no setlist dos shows para movimentar a plateia, assim como “Manhunt” que parece crescer a cada minuto que passa, com as mudanças de vocais sendo impressionantes e um trecho mais “animado” com um ritmo pulsante e um mais um solo simples, mas efetivo.

Sempre que se fala de um álbum com tantas faixas boas, é difícil deixar algumas faixas fora do texto, mas se o que foi dito sobre as anteriores não o convenceu, é melhor refazer seu pensamento sobre o que é brutalidade, violência e qualidade. Depois que a última faixa acabar, você ficará com a sensação de ser apenas uma casca. Esse álbum é desagradável, e foi feito para isso, sendo fácil ver o quanto a banda tem paixão em abordar os temas falados aqui. “Director’s Cut” se destaca, novamente, como o melhor trabalho da banda e embora 2022 tenha sido um ano em que todos olharam para o Lorna Shore, existem grandes chances de que o To The Grave seja o centro e o destaque dos melhores do ano em 2023.

Lucas David

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