Treat – “The Wild Card” (2025)
Frontiers Music | Shinigami Records
#HardRock #MelodicRock #AOR
Para fãs de: Europe (anos 80), W.E.T., Work Of Art
Texto por João Paulo Gomes
Nota: 9,0
O Treat está de volta com seu décimo álbum de estúdio, o quinto desta “segunda fase”. Com quarenta anos de estrada, é sempre bom lembrar que o Treat é aquele tipo de banda que muitos novatos tentam emular, mas raramente conseguem captar a parte intangível que apenas os grandes possuem.
Mas será que eles ainda têm lenha para queimar? Vamos ver…
“The Wild Card” é inconfundivelmente Treat. Primorosamente produzido por Peter Månsson (Erik Gronwall, H.E.A.T., Dan Reed, Mike Tramp), o disco entrega um rock melódico viciante, com fortes influências de AOR, espírito dos anos 80 e uma coleção de melodias infecciosas, guitarras marcantes e refrões imediatos.
Com a mesma formação dos últimos álbuns – Jamie Borger (bateria: Talisman, Swedish Erotica, Alfonzetti), Nalle Pahlsson (baixo e vocais de apoio: Easy Action, Last Autumn’s Dream, Therion), Patrick Appelgren (teclados e vocais de apoio: Power), Anders Wikström (guitarra e vocais de apoio: Electric Boys, The Boys) e Robert Ernlund (vocal: The Boys) – fica claro que a banda não perdeu a capacidade de criar canções fortes, cativantes e de altíssimo nível para os fãs do estilo.
Dúvida? Ouça a eletrizante “Out With a Bang”, a excelente “Rodeo”, a dupla nostálgica “1985” e “Back To The Future”, a poderosa “Hand On Heart”, a vibrante e confessional “Adam & Evil”, a explosão de “In The Blink Of An Eye” ou o impacto de “Mad Honey”. A certeza é imediata: em mais um grande álbum, o Treat reafirma todos os pontos fortes do gênero, unindo com maestria a velha escola e a nova.





