Trick or Treat – “Creepy Symphonies” (2022)

Trick or Treat - Creepy Symphonies
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Trick or Treat“Creepy Symphonies” (2022)
Scarlet Records
#PowerMetal, #MelodicMetal

Para fãs de: Helloween, Gamma Ray, Rhapsody of Fire

Nota: 6,0

Para início de conversa, escutei esse álbum com muita curiosidade. Trick or Treat é uma banda italiana de power metal que está lançando seu sétimo álbum de estúdio, Creepy Symphonies. Confesso que é algo deveras estranho pois, como fã do gênero, nunca ouvi falar na banda para além de pequenas aparições em festivais e algumas sugestões isoladas nos streamings musicais. Para um estilo esgarçado e saturado como o power metal, sabemos que a originalidade (dentro dos limites ainda possíveis) é o elemento-chave, e foi esse o ponto de proposta da banda que despertou minha curiosidade. A arte cartunesca da capa, somada aos nomes prosaicos da banda e das canções sugerem que é uma temática que deveria dar terrivelmente errado, ou comicamente certo. Paguemos para ver.

A banda surgiu como um cover de Helloween, antes de se arriscar nos trabalhos autorais. Isso se percebe na influência absurda da banda alemã, principalmente na técnica e imposição do vocalista Alessandro Conti. Conti já tem seu trabalho reconhecido por participações no Luca Turilli’s Rhapsody, e nas últimas turnês com o Timo Tolkki (ex-Stratovarius), com excelentes performances. Assim, temos uma clássica banda de power metal que tenta conquistar seu espaço pela jocosidade das composições, em uma sonoridade que exala algo de Helloween clássico e algum Gamma Ray.

Deve-se mencionar que a banda não parece estar preocupada com instrumentalidade nem virtuosismo, entregando uma caricatura do power metal mais farofa possível, com o foco no humor de suas composições, o que é admirável e corajoso. Para ilustrar o que quero dizer, ouça “April”, uma música que é uma carta de amor para a repórter April O’Neil (Tartarugas Ninja) escrita por uma das tartarugas. Esse é o tipo de ideia.

Sinceramente, gosto de bandas que se arriscam à originalidade. O Trick or Treat não tenta reinventar a roda, nem se provar uma superbanda, mas foca apenas na diversão, à lá Nanowar of Steel, ou Victorius. Dada a proposta humorística e jocosa, sugiro que ouçam com o mesmo espírito. Musicalmente o álbum não traz nada de novo, nem de surpreendente; mas é um bom passatempo para fugir da saturação das espadas brilhantes e dos dragões flamejantes, ao som de gritos agudos e bumbos duplos em sextinas.

Will Menezes

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