Triumph – “Just a Game” (1979/2018) (Relançamento)

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Triumph“Just a Game” (1979/2018) (Relançamento)
Hellion Records Brazil
#HardRock#ClassicRock#AOR

Para fãs de: April WineREO SpeedwagonRUSH

Nota: 9,0

Dando continuidade aos relançamentos do Triumph no Brasil, a Hellion libera agora “Just a Game” (1979). Ainda que neste, que é o terceiro álbum de estúdio dos canadenses, a palavra mágica seja ecletismo, em pelo menos metade das faixas é estabelecido o padrão que viria a ser seguido a partir do clássico “Allied Forces” (1981): hard rock cujos principais ingredientes são competência instrumental ímpar e emprego dos mais irresistíveis clichês, tanto líricos como musicais; tudo isso feito sob medida para arrebatar multidões. O sucesso obtido com os singles “Lay It On The Line” e “Hold On” (38º lugar no Hot 100 da Billboard) foi o sinal, forte sinal que Rik Emmett, Gil Moore e Mike Levine precisavam para se reavaliarem por completo, adaptando seu som às exigências do mercado da nova década e agradando o público que, anterior a era do videoclipe, tinha nos Journeys e Totos seu ideal de rockstars.

Mas enfatizemos o ecletismo de “Just a Game”, que é onde separam-se os garotos dos homens. Em “Young Enough to Cry”, temos um blues dilacerante sobre o tema universal que é o coração partido. Como fica claro no decorrer da canção, nem sempre há o que se possa fazer para salvar um relacionamento condenado ao fracasso. Já “Suitcase Blues” traz ao holofote a figura do artista solitário, que faz um balanço da própria vida e das escolhas realizadas num quarto de hotel movido ao que tiver de maior teor alcoólico no frigobar. Quando canta “I wish these days of glamour didn’t have these lonely nights”, Moore na verdade quer dizer que ter “tudo” nem sempre é ter o que realmente se quer ou necessita. Exemplos de astros que sucumbiram ao vazio da existência fora dos palcos ou das telas são recorrentes. Uma visão mais positiva do estrelato é obtida com “Movin’ On”, crônica sobre a vida na estrada e seus inevitáveis aprendizados. Se a vida for mesmo um jogo, eis aqui uma dica de regra bacana de se ouvir.

Marcelo Vieira

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