
Twilight Force – “Dawn Of The Dragonstar” (2019)
Nuclear Blast
#SymphonicMetal, #PowerMetal
Para fãs de: Rhapsody Of Fire, Luca Turilli’s Rhapsody, Gloryhammer
Nota: 10
Se a Disney resolvesse fazer um filme baseado nas histórias de Magic: The Gathering, provavelmente os melhores candidatos para reproduzir a atmosfera das cenas seriam os suecos do Twilight Force, mais precisamente se a fórmula usada for a mesma para criar “Dawn Of The Dragonstar”, o mais recente trabalho do sexteto, recheado de belíssimas orquestrações no estilo trilha sonora e cantado por ninguém menos que Alessandro Conti, o ex-Luca Turlli’s Rhapsody que traz um tempero italiano especial para o time nórdico.
Logo de cara, a música que dá nome ao disco vem com um refrão potente e os agudos de Alessandro se intercalam com todo o potencial dos teclados de Daniel Beckman. Aquele Power Metal inventado por Luca Turilli e Alex Staropoli se mostra totalmente vivo e renovado, e os fãs do gênero são presenteados por melodias incríveis, como o refrão de “Long Live The King”, que poderia muito bem fazer parte do espetáculo Fantasmic, do Hollywood Studios, em Orlando. Os solos são um espetáculo a parte, com Philip Lindh arrebentando nos arpejos e encaixando o timbre com a massa orquestral perfeitamente.
Mesmo sem uma balada, o disco não perde fôlego, mostrando que o Twilight Force elevou o nível de suas composições e acertou em cheio ao abraçar os clichês, mas com sabedoria para criar boas músicas em cima. É o caso da épica “Blade of Immortal Steel”, com quase 13 minutos de reviravoltas e duelos de solo. Ao final, também temos versões demo de músicas lançadas anteriormente pela banda, como um presente para os fãs mais antigos.
Por fim, pensando nos clichês, é interessante ver os títulos das músicas, com as palavras: “Dragonstar”, “Thundersword”, ‘Winds of Wisdom”, “Queen of Eternity” etc. Em um primeiro momento, entende-se perfeitamente o pensamento de que isso não passa de uma sombra da banda-mãe Rhapsody, mas ao ouvir o disco, qualquer fã de Dungeons & Dragons, trilha sonora de filmes épicos, dragões de modo em geral e, é claro, Power Metal, sai satisfeito com o belo trabalho realizado por essa banda que ainda vai dar muito o que falar.
Gustavo Maiato





