Tygers Of Pan Tang – “Bloodlines” (2023)
Mighty Music
HeavyMetal #HardRock #NWOBHM
Para fãs de: Saxon, Angel Witch, Tokyo Blade, Satan
Nota: 7,5
O início da década de 80 foi especial para o Heavy Metal. Várias pérolas do estilo surgiram na Inglaterra, tais como Saxon, Angel Witch, Witchfinder General, Tokyo Blade, Def Leppard, Iron Maiden, Satan e dentre eles o Tygers of Pan Tang brilhou intensamente desde seus primórdios com os clássicos “Wild Cat” (1980) e “Spellbound” (1981), dois dos principais lançamentos da NWOBHM. O fraco “Burning in the Shade” (1987) causou o fim prematuro da banda e felizmente, uma nova reunião ocorreu e os caras voltaram com tudo.
É verdade que após a volta, lançaram trabalhos medianos que não vingaram como “Mystical” (2001) e “Noises From The Cathouse” (2004); porém a banda voltou à velha forma com o ótimo “Animal Instinct” (2008) culminando com o fantástico “Ritual” (2019); tudo vinha de vento em popa, mas os melhores dias deram uma pausa com o lançamento de seu novo trabalho, “Bloodlines” que confesso que esperava um pouco mais, afinal esses trabalhos mais recentes colocaram a régua num nível altíssimo, nível este não alcançado aqui.
O Hard Rock tomou conta das 10 músicas do novo trabalho, descaracterizando o lado Heavy Metal que a banda adotou na maior de sua longeva carreira. Claro que há bons momentos mais pesados como em “Fire On The Horizon”, destaque deste novo trabalho (assista abaixo o lyric vídeo) e veja que a banda ali está em boa forma.
No mais o que se houve é um Hard Rock polpudo e classudo que uma banda veterana sabe fazer como poucos, como a boa abertura “Edge Of The World”, a mais cadenciada ‘Light of Hope” (destaque absoluto com um solo fantástico do guitarrista Robb Weir), a quase Mötley Crüe “Back for Good” (quem gosta deles citada banda precisa ouvir essa), além de duas baladas que que não chegam a empolgar sendo uma delas “Making All The Rules” o encerramento do trabalho de forma um tanto quanto morna.
“Bloodlines” não é ruim, mas está um degrau abaixo dos trabalhos mais recentes. Imagino que daqui a uns 20 anos, o ouvinte que der uma repassada na brilhante discografia do quinteto, deixará este aqui um pouco de lado. Mas não dá para ignorar completamente afinal é de Tygers of Pan Tang que estamos falando. Confira!
Mauro Antunes





