Válvera – “Unleashed Fury” (2026)
Independente
#GrooveMetal
Para fãs de: Pantera, Machine Head
Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz
Nota: 9,0
Em 30/01/2026, Unleashed Fury, quarto álbum completo da banda paulistana Válvera, exteriorizou toda a ferocidade que estava presa desde que “Cycle of Disaster” veio ao mundo em pleno caos pandêmico. Como sempre foi, o guitarrista Rodrigo Torres e o vocalista/guitarrista Glauber Barreto, atualmente contando com o baixista Gabriel Prado e o baterista Vitor Bonati, se reinventaram com o intuito de trazer algo novo à tona. Sendo assim, se enganou quem esperava pelo Heavy/Thrash de outrora, já que Válvera abraçou o subgênero Groove Metal em seu mais novo lançamento.
Confesso que a primeira vez que ouvi “Necropolis”, tomei um susto, pois não me identifiquei com o Válvera que eu conheço há bastante tempo. Ao mesmo tempo, não fiquei tão surpreso, visto que, de maneira mais discreta, o Groove Metal já fazia parte de sua sonoridade. A faixa título vem logo em seguida. “Unleashed Fury” sugere um quarteto experiente em busca de novos caminhos em sua música e o fazendo de modo, inegavelmente, competente. Rodrigo Torres toca ainda mais que antes, seus solos estão destruidores, enquanto Glauber Barreto se dá bem com os vocais agressivos do estilo, segurando as pontas também nos riffs. Além disso, a cozinha formada por Daniel Prado e Vitor Bonati é perfeitamente precisa. Fechando a primeira trinca dessa nova roupagem do Válvera de forma intensa, temos a brutal “What I Left Behind”.
O single “Crawl to the Dawn”, logo depois, torna explícito o que há de melhor no Groove Metal do Válvera. Ela é, portanto, minha canção favorita desse novo disco. Já “Crashing Down” introduz um pouco mais Thrash Metal, porém rapidamente agrega elementos de Groove, soando excelente de qualquer jeito. Da mesma forma, “Crawl to the Dawn”, último single que serviu de aperitivo para Unleashed Fury, invadiu a audição, causando a distopia total da mente. Torres, mais uma vez, arrebentou em seus solos de guitarra. “Venomous Seed” não parece uma composição de uma banda que acaba de debutar no mundo do Groove, mas que está há décadas praticando esse subgênero.
Abrindo a trinca final vem “Eclipse”, que é decididamente uma música com um incrível potencial comercial, assim como sua antecessora. Ela é a balada do álbum, ainda que essa termo soe estranho quando o assunto é Groove. Uma atmosfera Pantera toma conta da audição em “Faceless”, e não afirmo isso como uma crítica, mas para apontar a grandeza do resultado final dessa produção que é independente. Finalizando Unleashed Fury, “Old World, Burn!” mescla Thrash e Groove, velocidade e brutalidade, técnica e feeling, contudo de forma equilibrada e com conhecimento de cada passo dentro do universo musical.
Parabéns,Válvera, mais uma vez, pela qualidade do trabalho. Claro, que eu não deixaria de salientar que essa obra fonográfica, talvez provavelmente, não vá agradar os “TROOZAUMS” que torcem o nariz, tanto para o Groove Metal quanto para qualquer coisa mais moderna. Entretanto, aconselho que ignorem tais opiniões, sigam o seu caminho, já que estão na direção correta. Viva o “Válvula” (risos).





