
Vega – “Grit Your Teeth” (2020)
Frontiers Music
#AOR, #MelodicRock, #HardRock
Para fãs de: Eclipse, Bon Jovi, Def Leppard
Nota: 8,0
A banda Vega está de volta. Depois de dez anos do álbum de estreia e dois anos do último, eles lançam “Grit Your Teeth” agora como sexteto e com um novo batera (entra Martin Hutchison, sai Dan Chantrey).
O selo Frontiers apesar de manter acesa a chama do AOR, Melodicrock e do Hard Rock tem uma fórmula que acaba fazendo algumas bandas soarem genéricas e isso afetou o Vega. A banda em seu novo álbum tem uma intenção declarada de ultrapassar os rótulos. Como o vocalista Nick Workman disse “Egoisticamente corremos alguns riscos ao gravar um álbum do qual, em primeiro lugar, nos orgulhamos. Não tente etiqueta-lo como qualquer subgênero do Rock ou Metal, apenas divirta-se” e o tecladista James Martin completou “Decidimos fazer algo diferente neste álbum. Queríamos nos destacar do restante do grupo”.
Para dar vida ao álbum que queriam, e literalmente sair da zona de conforto, os The Grave Brothers (Asking Alexandria, Funeral For A Friend, etc.) formam chamados para a produção.
Com um som mais denso (sem perder sua característica), cheio de melodias (o que os fãs sempre esperam) e letras interessantes, a banda realmente sobe de nível e não será surpresa se em pouco tempo este for eleito o melhor álbum da banda até agora.
O álbum vai direto na jugular do início ao fim. Rock moderno (“Blind”, (I Don’t Need) Perfection” e “This One’s For You”) misturado com o hard rock dos anos 80 que fizeram o Bon Jovi e Def Leppard encherem os estádios (“Grit Your Teeth” e “How We Live”). Contundente e intenso.
Citando modernidade, escutem “Don’t Fool Yourself Again”: rock moderno com a melodia usual do Vega. Crítica declarada ao mundo que de tempos em tempos determina o que é “cool” em vez de incentivar a verdade de cada um. Muito boa sacada.
Há espaço para passeios por outros estilos, como o “blues” rock moderno (“Man On A Mission”) e o “pop-punk” (“Done With Me”) que são as mais genéricas do álbum.
Sem esquecer a tal evolução somos apresentados a “Consequence Of Having A Heart” (um New Order ou mesmo um Tears For Fears anabolizado. Inesperada e impactante.), “Battles Ain’t A War” (multifacetada com camadas e mais camadas construindo um clima único no álbum), “Save Me From Myself” (o velho e o novo Vega se encontram. Deslumbrante).
Este é realmente um excelente trabalho. Um álbum maduro e interessante que muda de perspectiva quando necessário e possui músicas bem escritas e estruturadas.
João Paulo Gomes (Colaborador)




