
Veil of Deception – “Dissident Voices” (2019)
No Life Til Metal Records
#HeavyMetal, #GrooveMetal, #ProgMetal
Para fãs de: Flotsam and Jetsam, Fates Warning
Nota: 8,0
O Quarteto austríaco Veils of Deception chega ao seu terceiro lançamento com muita força e mostrando que em Viena, o Metal está muito bem representado. A linha da banda é um Heavy/Groove metal com toques de modernidade, com muito peso e técnica. No decorrer da audição deste novo lançamento, é possível ouvir trechos de metal tradicional, progressivo e até algo do Thrash metal. Numa comparação meio bizarra e guardadas as devidas proporções, seria como se o Rush encontrasse o Flotsam & Jetsam para tomar umas cervejas.
Logo de cara , a introdução “Tragedy Brings Clarity” e “Missing Heartbeats” apresenta uma banda diferenciada e criativa, com mudanças de andamento, cozinha baixo/bateria “na cara” (excelente trabalho de bumbos do batera Chris Schober) riffs e solos claríssimos e muito bem executados pelo guitarrista Dejan Jorgovanovic, com um destaque especial para o vocalista Dan Gallar. Não estamos falando apenas de um vociferador ou alguém para despejar as letras da banda, temos aqui um cantor de verdade.
“Crooked Lines”, com seu riff de abertura quase “slayeriano” e variações de velocidade, andamento e novamente citando o excelente batera Chris Schober, já foi escolhida como a melhor do álbum por mim.
Aquele tipica música que quando acaba, você volta pra ouvir de novo, antes de deixar o cd rolar adiante. “Wrong End of the Stick”da uma baixada no ritmo, mais cadenciada e com riff marcante e andamento mais simples, uma boa composição que abre caminho para a faixa titulo, a mais “prog” do álbum. Recomendada para fãs de Fates Warning.
“End Coming to an End” é uma semi-balada, com um belo trabalho de piano na sua introdução. Embora não acrescente muito ao resultado final, também não o compromete. A veia Thrash se apresenta mais uma vez em “The Tyranny of Hope”, enquanto “Forgotten Rain” lembra algum lançamento do Rush nos anos 80. “Bonds of Disaffection” começa como uma balada e vai num crescendo até chegar num andamento rápido e quebrado finalizado, mais uma vez, na beira do Thrash metal e, ao contrario do que possa parecer, mesmo com todas essas alterações em meio as composições, não pense que teremos aqui músicas “sacais” que você levará um dia inteiro para ouvir. As composições tem durações “normais” entre 4 e 5 minutos.
O álbum termina com uma instrumental, desnecessária ao meu ver, apenas no piano com clima sombrio chamado “Memories in the Attic”, que sinceramente não fede nem cheira.
Ao finalizar a audição, fica a certeza de se ter ouvido um excelente trabalho, criativo e cheio de peso. Totalmente aprovado. Procure buscar “Dissident Voices”, vale a pena.
José Henrique





