Venom Inc. – The House, São Paulo/SP (01/02/2019)

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Banda principal: Venom Inc
Local: The House, São Paulo/SP
Data: 01/02/2019
Produção: EV7 Live
Assessoria: Lex Metalis Assessoria e Agenciamento

Texto, vídeo e fotos por Johnny Z.

Antes de mais nada, vale lembrar que não estamos falando sobre aquele pasticho de Venom com Cronos ok? Se acha que é aquele ou lambe o saco do imbecil citado acima, pare por aqui. Meu respeito pela obra e importância ao metal ele/banda tem, mas só isso. Ponto final e vamos ao que interessa, o Venom Inc., que é mais Venom que o próprio Venom.

Sexta-feira em São Paulo, achei que iria pegar um trânsito infernal, mas não. Cheguei no The House tranquilamente e muito rápido. As vezes, São Paulo dá e tem dessas. Pura sorte. Lembrando que o The House é o antigo Hangar 110, continua pequeno só que reformado e se mostrou uma casa muito aconchegante, com ar condicionado e qualidade som excelente. Ponto para os novos proprietários. Pena que a vizinhança não é lá essas coisas, mas até que me surpreendi por quase não ver “nóias” ou “zumbis” andando aos arredores.

Chegando na casa, notei uma triste constatação: pouco público. Sem brincadeira, se tinha umas 200 pessoas lá dentro na hora do show era muito. Não é desculpa falar que o preço do ingresso era caro, pois não era! Entre R$ 100,00 e R$ 120,00. Falar que o dia era ruim, idem. Porra, era uma sexta-feira já em fim de expediente. Ou seja, não tem desculpa, não foi porquê é cabaço mesmo (risos). Perdeu uma AULA de Heavy Metal, Black Metal, Metal (chame do que quiser), energia, adrenalina e tudo mais. Mesmo faltando poucos minutos para o show começar era facílimo entrar e ficar grudado no palco a poucos centímetros dos músicos.

Enfim, isso não foi percalço para que Tony “The Demolition Man” Dolan (vocal/baixo), Jeff “Mantas” Dunn (guitarra) e o novo baterista Jeramie “War Machine” Kling, substituindo Anthony “Abaddon” Bray que, por conta de desentendimentos que até agora não foram bem esclarecidos, saiu brigado com a banda. Tudo bem, esses “apelidinhos” são umas bostas, mas surtem efeito ainda (risos). Muito engraçado, em pleno 2019, ver fãs chamando os caras só pelos apelidos, gritando “The Demolition Maaaannn” ou “Mantaaaaass”. Ok, confesso que durante o show eu gritei “Mantas” várias vezes, já o outro eu gritei por Tony mesmo (risos).

O som estava excelente, bem nítido, com exceção do microfone de Tony que estava um pouco mais baixo que o restante. O som da guitarra de Mantas estava impecável, bem como a bateria de Kling que estava tão monstruosa e potente que parecia produzida em estúdio. Inclusive o próprio som de baixo de Tony estava perfeito, mas as quedas e os problemas deram uma atrapalhada em algumas faixas. Uma pena, mas isso não afetou em nada os músicos que tiraram de letra e aproveitaram o tempo para conversar e brincar com o público. Até mesmo o mais fechado Mantas ia toda hora ao microfone brincar, agitar e até a contar que quase morreu por conta do seu problema no coração que lhe custou uma enorme cicatriz no meio do peito no qual fez questão de mostrar por acha-la “linda” (risos). Tem coisas que só o Metal te proporciona (risos).

O setlist foi uma enxurrada de clássicos do Venom, incluindo a fases do Cronos (maioria esmagadora do setlist) e também do próprio Tony na banda. Ah vá, jura? Uma pena que só tocaram duas faixas compostas como Venom Inc. e deixado totalmente de lado o catálogo do excepcional M-Pire Of Evil. Agora que Abaddon não faz mais parte da banda seria uma ótima ideia voltarem a se lembrar da banda.

Público pequeno mas louco. Rodas e mais rodas se formaram, todos pulando, cantando e ovacionando os mestres. Tony e Mantas tem jogo ganho, mas agora quero deixar claro que Kling vai ganhar muito espaço pois o cara marreta/espanca como um pedreiro com raiva de ter levado um chifre da mulher. A gana que ele tem dava dó de seu kit de bateria. Tony é um perfeito gentleman, simpático, educado, brincalhão (dentro e fora do palco) e amoroso (sim, você leu isso, pois ao final do show fez questão de voltar para tirar fotos e conversar com TODOS os fãs que os esperavam, já Mantas, bem cansado e exausto, ficou na van e atendeu alguns pouquíssimos sortudos que o acharam lá, pois ele fora do palco é bem reservado. Kling sumiu, ninguém sabe onde o cara foi parar.)

A energia que a banda demonstrou no palco e transbordou-a para o público foi algo fora da curva. E com eles não tem essa de ter sido o primeiro show de 2019 aqui em São Paulo, os caras dão o sangue no palco qualquer dia. A música da banda em si já emana adrenalina, mas vê-las e ouvi-las ao vivo sendo executadas com sangue nos olhos, gana e muito, mas MUUUITO tesão pelos músicos foi algo a se reverenciar. E eles mostraram tudo isso e muito mais! Só ver o setlist abaixo e tenha uma leve ideia do que foi se sentir “bem, obrigado” dentro do inferno e não querer sair lá de dentro nunca mais! Welcome to Hell!!!

Agradecimentos a Ev7 e a Lex Metalis Assessoria e Agenciamento pela parceria e cordialidade de sempre.

Setlist:

Metal We Bleed
Die Hard (Venom)
Welcome To Hell (Venom)
Live Like An Angel, Die Like A Devil (Venom)
Blackened Are The Priests (Venom)
Carnivorous (Venom)
Parasite (Venom)
Warhead (Venom)
Don’t Burn The Witch (Venom)
War
Lady Lust (Venom)
Leave Me In Hell (Venom)
Temples Of Ice (Venom)
Black Metal (Venom)
Sons Of Satan (Venom)
Witching Hour (Venom)
Bloodlust (Venom)
In League Of Satan (Venom)
Countess Bathory (Venom)

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