Vomitory – “In Death Throes” (2026)

InDeathThroes
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Vomitory – “In Death Throes” (2026)

Metal Blade Records

#DeathMetal

Para fãs de: Deicide, Unleashed

Texto por Cristiano Ruiz

Nota: 8,5

Em 10/04/2026, In Death Throes, décimo álbum da banda sueca de Death Metal Vomitory, chegou através do selo Metal Blade Records. Ou seja, menos de dois anos após quebrar um hiato de mais de uma década ao lançar All Heads Are Gonna Roll, o quarteto da cidade de Karlstad/Värmland já apresenta novo registro aos seus fãs. Atualmente o line-up do Vomitory conta com, Tobias Gustafsson (bateria), Urban Gustafsson (guitarra), Erik Rundqvist (baixo) e Christian Fredriksson (guitarra), seu mais recente membro.

Assim que a audição começa, “Rapture in Rupture” apresenta-se como abertura perfeita para um disco caótico de Metal extremo, já que é supersônica e visceral. Misturando Thrash em certos momentos, porém de forma muito intensa, “For Gore and Country” segue a sina da violência em forma de vibrações musicais. Embora esteja a ouvir Metal da Morte, a lembrança da ferocidade de Slayer me vêm a cabeça em vários momentos, sendo “Forever Scorned” um perfeito exemplo dessa viagem mental. Após muita pancadaria veloz, o peso em “Wrath Unbound” funciona, enfim, de forma discretamente mais cadenciada. Destaque para o trabalho da dupla de guitarristas, Urban e Christian, nos riffs assim como nos solos.

A faixa título, “In Death Throes”, por sua vez, intercala muito seu andamento, sendo ora mais acelerada ora mais cadenciada. Ainda que estejamos ouvindo uma banda sueca, a semelhança com o estilo do Death Metal americano é explícita. Em seguida, “Cataclysmic Fleshfront” continua a variar os níveis de aceleração. Confesso que isso quase sempre torna a audição ainda mais interessante. Já “Two and a Half Men” introduz com aquela pitada sedutora de Thrash Metal, ardendo em mais peso e brutalidade logo depois.

A minha favorito do álbum In Death Throes, finalmente, chega. “Erased in Red” foi a faixa que mais gostei desde que ouvi o disco pela primeira vez e essa preferência permaneceu ao longo das audições posteriores. “The Zombie War General” inicia da mesma forma que sua antecessora, entretanto varia de diferentes modos com o passar de sua duração. Ela é, portanto, outra música a qual destaco nessa resenha.

A canção “Oblivion Protocol” encerra o décimo capítulo completo da discografia do Vomitory. Mesmo que eu ache All Heads Are Gonna Roll um lançamento superior, parabenizo a banda pelo ótimo trabalho que vem desenvolvendo em parceria com a tradicional chancela da Metal Blade Records.

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