Vulcano – “Epilogue” (2024)
Renegados Records
#BlackMetal #DeathMetal #ThrashMetal
Para fãs de: Sarcófago, Mutilator, Venom, Sepultura
Texto por Lucas David
Nota: 10
Com mais de 40 anos de estrada, o Vulcano se tornou uma lenda do metal extremo. Tanto dentro quanto fora do país a banda é reconhecida por sempre entregar trabalhos com muita qualidade, com a pegada Death/Thrash e elementos do Black Metal dos anos 80/90. Mesmo não sendo do tamanho de bandas como Sepultura ou cult como Sarcófago, o grupo tem uma discografia sólida e apresenta seu novo capítulo com “Epilogue”, via Renegados Records.
A banda hoje é formada pelo único membro fundador e guitarrista Zhema Rodero, além de Gerson Fajardo, também na guitarra; o baixista Claiton Nunes, o baterista Bruno Conrado e o vocalista Luiz Carlos Louzada. Esse time que já está tocando há um tempo, e se mostrou bem entrosado já no lançamento do disco anterior, “Stone Orange” (2022), mostra em “Epilogue” que o raio pode cair duas vezes no mesmo lugar.
Outro ponto que vale mencionar é a arte da capa, que é bem representada nas músicas, com referências a cada elemento presente. As letras, composições de Zhema, seguem o que a banda vem mostrando nos últimos lançamentos, com elementos ocultistas que também mostram um amadurecimento na forma de abordar esse tema.
Falando a respeito das músicas, após “Prelude” servir como uma rápida introdução, “The Wizard” explode nos falantes com palhetadas rápidas, blast beats e os vocais agressivos de Louzada dominando a faixa, que ainda conta com um solo de guitarra matador. “On The Wings” chega com uma pegada mais Thrash Metal, ainda mais rápida que a anterior, com os vocais soando mais rasgados.
“At The Dawn” segue a mesma linha, apostando forte na velocidade e com um solo fritando as cordas da guitarra. “The Mirror” começa rápida, com um solo frenético, e logo cai em um ritmo que nos remete ao Venom, e tem um ótimo riff de guitarra. “The Book” alterna entre partes cadenciadas e rápidas, com um baixo pulsante e que ganha destaque com uma pequena passagem, acompanhado da bateria, que mostra que a cozinha da banda é afiada.
Fechando o disco, a faixa-título vai à contramão do restante do álbum, com um som mais lento, calcado no Doom Metal e com vocais mais falados, que criam uma atmosfera amedrontadora.
Com menos de 30 minutos de duração, “Epilogue” atinge o ouvinte feito um raio com músicas rápidas, atmosfera sombria, vocais monstruosos e aquela vibe old school. Essa certamente é uma receita que funciona muito bem, e o Vulcano sabe usá-la como ninguém, o que faz deste um disco memorável!





