Warlord – “The Lost Archangel” (2025)
High Roller Records
#EpicHeavyMetal
Para fãs de: Omen, Manilla Road
Texto por Cristiano Ruiz
Nota: 8,0
O lançamento do álbum “The Lost Archangel” chegou para mostrar, mais uma vez, que o falecimento do guitarrista fundador William J Tsamis não decretou o fim do Warlord. Embora o novo registro esteja constando como compilação, nomeá-lo como sexto full lenght da discografia do Warlord não seria nenhuma heresia. Em primeiro lugar, temos 7 novas composições: “Golgotha (The Place of the Skull)”, “The Rainbow”, “Lost Archangel” e “Stygian Passage”, singles lançados em 2024, além de “Enemy Mind”, “70,000 Sorrows”, e “Night of the Fury”, as quais eram inéditas até 2025. Aliás, dentre essas, destaco “The Rainbow” como minha favorita. Logo depois, temos seis clássicos em versão ao vivo: “Father”, “Glory”, “Soliloquy”, “Lucifer’s Hammer”, “Black Mass” e “Child of the Damned”. Essa parte ao vivo ainda conta com a participação do saudoso guitarrista W J Tsamis.
As faixas inéditas estão longe de candidatas a novos clássicos do Warlord, mas tampouco são fracas ou chegam a decepcionar. A dupla de guitarristas, o brasileiro Diego Pires e o equatoriano Eric Juris, foi responsável pela criação de riffs e solos que indiscutivelmente horam o legado de Tsamis. O tecladista Jimmy Waldo (Alcatrazz) igualmente fez um trabalho excelente em seus arranjos. O vocalista neozelandez Giles Lavery, que atualmente também faz parte do Alcatrazz, repitiu o bom trabalho que realizou no antecessor “Free Spirit Soar” (2024). Enfim, a cozinha formada pelo membro original Mark Zonder (bateria) e Philip Bynoe (baixo) deram as músicas, na medida, exatamente o que elas estavam demandando.
Em suma, se você não sabe o que é Epic Heavy Metal, “The Lost Archangel” pode te dar uma boa noção. No entanto, se você quer se aprofundar no tema, vasculhe as discografias do Warlord, Omen e Manilla Road, para, ai sim, ter como obter melhor conhecimento desse subgênero tão pouco mencionado. Vida longa ao Warlord.



